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O tenente-general Vladimir Alekseyev, primeiro vice-chefe da Diretoria Principal de Inteligência da Rússia (GRU), foi baleado várias vezes e ferido na manhã desta sexta-feira (6) em Moscou. O ataque ocorreu na escada de um prédio residencial na Rodovia Volokolamskoye, no noroeste da capital. O agressor, não identificado, fugiu do local. Alekseyev foi hospitalizado em estado grave e está na UTI, segundo a mídia estatal russa. O Comitê de Investigação da Rússia abriu inquérito criminal por tentativa de homicídio.
A vítima, de 64 anos, é uma das figuras mais importantes da inteligência militar russa. Ocupa o cargo de vice-chefe do GRU desde 2011. Seu perfil é marcado por:
O atentado acontece em um momento de extrema sensibilidade diplomática. Na quinta-feira (5), negociadores da Rússia, Ucrânia e Estados Unidos concluíram uma rodada de conversas em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, buscando avançar em um acordo para encerrar a guerra. A delegação russa nas tratativas era chefiada pelo almirante Igor Kostyukov, superior direto de Alekseyev no GRU.
O governo russo foi rápido em apontar um culpado e um motivo político. O ministro das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, acusou diretamente a Ucrânia, afirmando que o ataque foi um "ato terrorista" destinado a sabotar as negociações de paz. "Este ato terrorista confirma, uma vez mais, a orientação do regime [do Presidente Volodymyr] Zelensky para provocações constantes, visando fazer fracassar o processo de negociação", declarou Lavrov. Até o momento, as autoridades ucranianas não se manifestaram sobre o caso.
Este é apenas o episódio mais recente de uma série de ataques contra altos oficiais militares russos em solo nacional desde o início da invasão em larga escala da Ucrânia, há quase quatro anos. Em um padrão que se repete, os alvos são atingidos próximo a suas residências, levantando críticas internas sobre a falta de segurança. Nos últimos três meses, pelo menos três outros tenentes-generais foram mortos em Moscou:
Questionado sobre a segurança dos altos comandantes, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, reconheceu que "é evidente que esses líderes militares e especialistas altamente qualificados correm riscos durante uma guerra". Ele afirmou que os serviços de inteligência estão investigando o ataque e que a garantia da segurança dessas figuras é responsabilidade desses serviços especiais, não do Kremlin.
Com informações de: G1, BBC, CNN Brasil, Veja, Correio da Manhã Canadá, TMC, TVT News, Expresso, Terra, Correio Braziliense ■