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Um ambicioso plano dos Estados Unidos para a reconstrução da Gaza pós-guerra, avaliado em até US$ 100 bilhões, está paralisado antes mesmo de começar devido à relutância de doadores internacionais em liberar fundos. A hesitação surge em meio a um impasse crítico: a recusa do Hamas em desarmar-se completamente, uma condição prévia e fundamental estabelecida pela administração Trump para o início das obras de reconstrução e para a retirada total das tropas israelenses.
A segunda fase do "Plano Abrangente" do presidente Donald Trump foi formalmente iniciada com a formação do Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG), um governo tecnocrata palestino liderado por Ali Sha'ath. No entanto, a transição da trégua para uma paz estável está ameaçada. Fontes diplomáticas e relatórios indicam que governos europeus e estados árabes do Golfo se recusam a se comprometer financeiramente, exigindo supervisão da ONU sobre os fundos e citando limites fiscais domésticos.
O cerne do impasse é uma disputa de segurança que parece intransponível no curto prazo:
A arquitetura de governança criada pelos EUA também é alvo de críticas e boycotts internacionais, aumentando seu isolamento. O "Board of Peace" (Conselho da Paz), presidido por Donald Trump, foi concebido para supervisionar a transição. No entanto, nações-chave como França, Alemanha, Reino Unido, Itália e Canadá se recusaram a integrar o órgão. As objeções incluem:
Enquanto o impasse político e de segurança persiste, a situação humanitária em Gaza permanece desesperadora. Atrasos na liberação de fundos deixam a população incapaz de começar a limpar os escombros — estimados em 68 toneladas — ou reconstruir serviços essenciais. A ONU alerta que condições "perigosamente frágeis" prevalecem, e o sistema de saúde global, já sobrecarregado, enfrenta graves restrições de financiamento que afetam dezenas de milhões.
Com a possibilidade de Israel retomar uma operação militar de grande escala se o desarmamento não avançar, e com doadores segurando suas carteiras, o futuro do plano de paz americano e da própria Gaza parece incerto. A pressão agora está sobre mediadores regionais e sobre o próprio Hamas para encontrar uma solução, enquanto a comunidade internacional assiste com ceticismo.
Com informações de: Ground News, The White House, BBC, Al-Monitor, AOL, CEPS, Truthout ■