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PT manifesta apoio incondicional a Cuba e condena nova ordem executiva de Trump
Medida americana, classificada pelo partido como "ameaça criminosa" de tarifar os fornecedores de petróleo à ilha, busca isolar o território economicamente e já pressiona aliados como o México
America do Sul
Foto: https://pt.org.br/wp-content/uploads/2026/01/nota-do-pt-750x500-1-1.jpeg
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■   Bernardo Cahue, 31/01/2026

A Comissão Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou uma nota pública neste sábado, 31 de janeiro, expressando apoio total à República de Cuba diante das novas ameaças econômicas do governo dos Estados Unidos, comandado por Donald Trump. O comunicado defende a soberania cubana e repudia a estratégia americana, que o partido classifica como um cerco econômico agravado com potencial de causar uma crise humanitária.

Na nota, o PT afirma: "Após invadir a Venezuela e sequestrar o presidente Nicolás Maduro, o governo estadunidense avança ainda mais sobre a América Latina, tendo como alvo agora o povo cubano e sua Revolução". O partido argumenta que as ações de Trump buscam "sufocar totalmente a economia cubana ao impor mais um bloqueio e evitar que combustíveis cheguem à ilha", o que impediria a geração de eletricidade, o transporte e afetaria o comércio humanitário.

A reação do PT ocorre em resposta a uma ordem executiva assinada por Donald Trump na quinta-feira, 29 de janeiro. O documento declara que a situação com Cuba constitui uma "ameaça incomum e extraordinária" à segurança nacional e à política externa dos Estados Unidos, justificando a declaração de uma emergência nacional. Com base nisso, o presidente americano autorizou a criação de um sistema para impor tarifas adicionais sobre todos os bens importados de qualquer país que venda ou forneça petróleo a Cuba, direta ou indiretamente.

A Casa Branca apresentou as seguintes justificativas para a medida:

  • Cuba hospeda capacidades militares e de inteligência de países hostis, incluindo a maior instalação de inteligência de sinais da Rússia no exterior.
  • O governo cubano oferece apoio e refúgio a grupos terroristas transnacionais como Hezbollah e Hamas.
  • O regime "persegue e tortura opositores políticos" e "nega liberdade de expressão e imprensa".

A ordem executiva tem como alvo principal os poucos países que ainda fornecem petróleo a Cuba, especialmente após a recente intervenção americana na Venezuela, que cortou um fluxo histórico de combustível. A nação mais pressionada é o México. Dados indicam que a empresa estatal Pemex enviou em média cerca de 20 mil barris de petróleo por dia para Cuba até setembro de 2025, volume que já teria caído significativamente após pressões diplomáticas. A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, tem dado declarações ambíguas, confirmando uma pausa temporária nas remessas, mas negando que seja uma suspensão completa ou que tenha sido uma decisão tomada sob coação.

As reações internacionais à medida americana foram imediatas e contundentes:

  • Cuba: O chanceler Bruno Rodríguez classificou a ordem como um "ato brutal de agressão" e "chantagem e coerção" para forçar outros países a aderirem ao bloqueio.
  • PT brasileiro: Além do apoio explícito, o partido vinculou a ação a um contexto histórico, lembrando que Cuba "já sofre um bloqueio unilateral criminoso há mais de 65 anos" e defendeu a "total reinserção" da ilha na economia mundial.

O porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Marco Rubio, tem sido uma figura central na pressão sobre os aliados regionais para isolarem Cuba. A ordem executiva concede amplos poderes aos secretários de Estado e Comércio para identificar os países fornecedores e determinar o nível das tarifas a serem impostas. O texto também deixa uma janela para modificação, indicando que o presidente pode revisar a medida se Cuba ou países afetados "derem passos significativos para abordar a emergência nacional" declarada.

Com informações de: CBN, Poder360, The White House, PBS NewsHour, The Washington Post, PT.org.br, Opera Mundi, Metrópoles ■

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