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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, com vetos, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2026. A decisão mais significativa foi barrar um aumento de aproximadamente R$ 150 milhões nos repasses do Fundo Partidário, verba mensal destinada ao custeio das atividades dos partidos políticos.
O Congresso havia aprovado uma mudança na correção do fundo, usando como base o valor de 2016 e aplicando o índice de inflação (IPCA) mais um adicional de até 2,5% ao ano, conforme as regras do arcabouço fiscal. No veto, o governo argumentou que a medida "reduziria o montante destinado ao pagamento das demais despesas da Justiça Eleitoral" e promoveria crescimento de despesas acima dos limites fiscais permitidos.
Por outro lado, Lula manteve uma regra de grande interesse do Congresso: um cronograma acelerado para o pagamento das emendas parlamentares impositivas (aquelas de execução obrigatória pelo governo).
De acordo com o texto sancionado:
O relator da LDO, deputado Gervásio Maia (PSB-PB), afirmou que o percentual e o prazo foram negociados com o Palácio do Planalto.
Em dezembro, o Congresso aprovou a Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2026, que prevê um total de R$ 61 bilhões para emendas parlamentares. Desse valor, cerca de R$ 37.8 bilhões são impositivos. Com a regra da LDO, cerca de R$ 25 bilhões dessas emendas terão de ser liberados pelo governo até o meio do ano.
Embora tenha vetado o aumento do Fundo Partidário, Lula não mexeu no valor do Fundo Eleitoral, que será de R$ 4.9 bilhões em 2026, ano das eleições gerais. O valor supera em muito a proposta inicial do governo, que era de cerca de R$ 1 bilhão.
Além do veto ao Fundo Partidário, o presidente barrou outras medidas aprovadas pelo Legislativo:
A LDO sancionada estabelece as diretrizes para a execução do Orçamento de 2026, que foi aprovado pelo Congresso com as seguintes características principais:
Com informações de: G1, CNN Brasil, Agendadopoder.com.br, Agência Senado, CBN, Estadão, Agência Câmara, ND Mais, Diário do Povo, ClaudioDantas.com.br ■