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A taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,4% no trimestre encerrado em outubro de 2025, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta sexta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este é o menor patamar desde o início da série histórica, em 2012.
O resultado veio abaixo das expectativas do mercado, que projetava uma taxa de 5,5% para o período. Em comparação com o trimestre anterior (5,6%) e com o mesmo trimestre de 2024 (6,2%), houve recuos de 0,2 e 0,7 ponto percentual, respectivamente.
O número de pessoas ocupadas no país se manteve estável em relação ao trimestre anterior, em 102,6 milhões, permanecendo em patamar recorde. O nível da ocupação – percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar – ficou em 58,8%.
Em sentido oposto, a população desocupada encolheu para 5,9 milhões, o menor contingente da série histórica. Houve uma redução de 3,4% (menos 207 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior e uma queda de 11,8% (menos 788 mil pessoas) na comparação anual.
O emprego formal segue em trajetória de alta:
Os indicadores de renda também mostraram evolução positiva:
A taxa composta de subutilização da força de trabalho, que abrange os desocupados, os subocupados por insuficiência de horas trabalhadas e aqueles na força de trabalho potencial, ficou em 13,9%, a mais baixa da série histórica . Em números absolutos, a população subutilizada caiu para 15,8 milhões, o menor contingente desde o trimestre encerrado em dezembro de 2014.
Na análise por setores, o trimestre mostrou alta nos empregos em Construção (2,6%) e em Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (1,3%).
Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, avaliou que o grande número de pessoas ocupadas nos últimos trimestres contribui para a redução da pressão por busca por ocupação. "Como resultado, a taxa de desocupação segue em redução, alcançando nesse trimestre o menor valor da série histórica".
Os dados reforçam um cenário de aquecimento do mercado de trabalho, marcado pela geração de empregos formais, recuperação do rendimento e redução da ociosidade da força de trabalho.
Com informações de CNN Brasil, G1, Veja, Poder360, Agência IBGE de Notícias e UOL■