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Desemprego no Brasil recua para 5,4%, o menor nível da série histórica
População desocupada cai para 5,9 milhões de pessoas, menor contingente já registrado, enquanto rendimento médio atinge novo recorde
Politica
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■   Bernardo Cahue, 28/11/2025

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,4% no trimestre encerrado em outubro de 2025, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta sexta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este é o menor patamar desde o início da série histórica, em 2012.

O resultado veio abaixo das expectativas do mercado, que projetava uma taxa de 5,5% para o período. Em comparação com o trimestre anterior (5,6%) e com o mesmo trimestre de 2024 (6,2%), houve recuos de 0,2 e 0,7 ponto percentual, respectivamente.

População ocupada atinge recorde

O número de pessoas ocupadas no país se manteve estável em relação ao trimestre anterior, em 102,6 milhões, permanecendo em patamar recorde. O nível da ocupação – percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar – ficou em 58,8%.

Em sentido oposto, a população desocupada encolheu para 5,9 milhões, o menor contingente da série histórica. Houve uma redução de 3,4% (menos 207 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior e uma queda de 11,8% (menos 788 mil pessoas) na comparação anual.

Formalização e informalidade no mercado

O emprego formal segue em trajetória de alta:

  • O número de empregados com carteira assinada no setor privado atingiu um novo recorde, chegando a 39,2 milhões de pessoas .
  • Já a taxa de informalidade foi de 37,8% da população ocupada, o que corresponde a aproximadamente 38,8 milhões de trabalhadores informais .

Rendimento e massa salarial batem recorde

Os indicadores de renda também mostraram evolução positiva:

  • O rendimento real habitual (médio) de todos os trabalhos subiu para R$ 3.528, alcançando um novo recorde da série histórica.
  • A massa de rendimento real habitual (soma de todos os rendimentos) também atingiu o valor mais alto, ficando em R$ 357,3 bilhões. Esse valor ficou estável no trimestre, mas registrou um crescimento de 5,0% (mais R$ 16,9 bilhões) em relação ao ano anterior.

Força de trabalho subutilizada é a menor da série

A taxa composta de subutilização da força de trabalho, que abrange os desocupados, os subocupados por insuficiência de horas trabalhadas e aqueles na força de trabalho potencial, ficou em 13,9%, a mais baixa da série histórica . Em números absolutos, a população subutilizada caiu para 15,8 milhões, o menor contingente desde o trimestre encerrado em dezembro de 2014.

Análise setorial e perspectivas

Na análise por setores, o trimestre mostrou alta nos empregos em Construção (2,6%) e em Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (1,3%).

Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, avaliou que o grande número de pessoas ocupadas nos últimos trimestres contribui para a redução da pressão por busca por ocupação. "Como resultado, a taxa de desocupação segue em redução, alcançando nesse trimestre o menor valor da série histórica".

Os dados reforçam um cenário de aquecimento do mercado de trabalho, marcado pela geração de empregos formais, recuperação do rendimento e redução da ociosidade da força de trabalho.

Com informações de CNN Brasil, G1, Veja, Poder360, Agência IBGE de Notícias e UOL■

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