Siga nossas redes sociais | ![]() | Siga nossos canais |
O Reino Unido e a Alemanha emitiram alertas sobre uma campanha russa de espionagem e interferência contra seus satélites, descrevendo-a como uma ameaça persistente e em crescimento. As acusações, feitas por altos comandantes militares e ministros de defesa, incluem a prática de "shadowing" (perseguição em órbita), jamming (bloqueio de sinal) e tentativas de coletar informações de forma hostil.
O chefe do Comando Espacial do Reino Unido, major-general Paul Tedman, revelou que as forças russas tentam interferir nos satélites militares britânicos em uma base "semanal" e "razoavelmente persistente". Tedman detalhou que os satélites russos possuem "cargas úteis a bordo que podem ver nossos satélites e estão tentando coletar informações deles". O Reino Unido opera seis satélites militares dedicados para comunicações e vigilância, os quais, segundo Tedman, estão equipados com tecnologia anticonformidade para se proteger.
Do outro lado do Mar do Norte, o ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, fez alertas semelhantes. Ele acusou satélites de reconhecimento russos, especificamente os do tipo "Luch/Olimp", de rastrearem dois satélites da Intelsat, usados pelas Forças Armadas alemãs e seus aliados. Pistorius foi enfático ao descrever as capacidades adversárias: "Rússia e China expandiram rapidamente suas capacidades de guerra espacial nos últimos anos: elas podem jammer, cegar, manipular ou destruir cineticamente satélites".
As táticas russas no espaço vão além do jamming e incluem:
Em resposta à ameaça, ambos os países anunciaram investimentos massivos e novas cooperações. A Alemanha se comprometeu com um pacote de até €35 bilhões (cerca de US$ 40,2 bilhões) para projetos espaciais nos próximos cinco anos. Já o Reino Unido realizou, em conjunto com os Estados Unidos, sua primeira manobra coordenada de satélites no espaço, um teste de inspeção realizado como parte da Operação Olympic Defender para melhorar a defesa e a resiliência dos satélites aliados.
Especialistas apontam que esse comportamento não é totalmente novo, mas se intensificou no contexto da guerra na Ucrânia e das tensões geopolíticas mais amplas. A China também foi citada como uma ameaça significativa no domínio espacial, com capacidades consideradas por alguns analistas como ainda mais sofisticadas e opacas do que as russas.
Com informações de: AP News, CNN, The Guardian, The Defense Post, RT World News. ■