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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a Operação Contenção, realizada no Rio de Janeiro, como "desastrosa" e uma "matança". Em entrevista a agências internacionais, Lula afirmou que a ordem judicial era de prisão, e não de matança, e que seu governo pressionará por uma investigação independente sobre as circunstâncias da ação.
A Operação Contenção foi realizada no dia 28 de outubro nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio. Envolvendo 2.500 policiais, a ação tinha como objetivo desarticular pontos estratégicos do Comando Vermelho.
O saldo oficial foi de 121 mortos:
Além das mortes, a operação resultou em 113 prisões e na apreensão de 118 armas, sendo 91 fuzis, tornando-se a mais letal da história do estado.
Enquanto o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, sustentou que a operação "foi um sucesso", moradores relataram ter encontrado dezenas de corpos em uma área de mata, muitos com sinais de execução, como mãos e pernas amarradas.
Imagens mostraram dezenas de corpos sendo levados por moradores para uma praça no Complexo da Penha para facilitar o reconhecimento por familiares. A Polícia Civil, por sua vez, anunciou que investigará os moradores por suposta "fraude processual" pela remoção dos corpos.
A Polícia Civil divulgou o perfil de 115 dos 117 suspeitos mortos. De acordo com a corporação:
Desses 17, a polícia afirmou que 12 tinham "indícios de participação no tráfico" em redes sociais.
Um dado que gerou questionamentos foi a análise da CNN Brasil, que revelou que nenhum dos 115 mortos divulgados constava na decisão judicial que decretou as prisões preventivas dos 58 alvos principais da operação.
A operação gerou ampla repercussão:
Enquanto isso, uma pesquisa de opinião citada pela Gazeta do Povo apontou que 64% dos moradores do estado do Rio aprovam a megaoperação.
Com informações de Agência Brasil, BBC, CNN Brasil, Gazeta do Povo, G1, InfoMoney e VEJA. ■