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“Rio Sem Chacina”: gabinete de crise é instaurado no Rio após megaoperação policial
Uma comitiva de ministras e parlamentares desembarcou no Rio de Janeiro para compor um gabinete de crise em resposta à operação policial que deixou centenas de mortos nos complexos da Penha e do Alemão
Politica
Foto: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRZTjZ1dD6mDH287TjBNKrCCuR72sU7QaUJdQ&s
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■   Bernardo Cahue, 31/10/2025

Uma comitiva do governo federal, integrada por ministras e parlamentares, chegou ao Rio de Janeiro na quinta-feira (30) para a instauração de um gabinete de crise denominado “Rio Sem Chacina”. A iniciativa é uma resposta à megaoperação policial realizada na terça-feira (28), considerada a mais letal da história do estado, que resultou em pelo menos 120 mortos nos complexos da Penha e do Alemão, segundo informações atualizadas.

A comitiva é formada pela ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, e pela ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. Elas se juntaram a um grupo de parlamentares, incluindo os deputados federais Pastor Henrique Vieira (Psol), Talíria Petrone (Psol), Tarcísio Motta (Psol), Chico Alencar (Psol) e Reimont (PT), que preside a Comissão de Direitos Humanos na Câmara.

A operação, batizada de “Operação Contenção”, foi direcionada contra a facção Comando Vermelho (CV) e mobilizou 2,5 mil agentes. O confronto ocorreu principalmente na Serra da Misericórdia, que conecta as duas comunidades, onde foram encontrados ao menos 72 corpos. O saldo oficial inclui ainda 118 armas de fogo apreendidas e 113 prisões.

Enquanto o governo federal enviava sua comitiva, governadores de direita articulavam um “gabinete paralelo” de segurança. O grupo, integrado por Cláudio Castro (RJ), Romeu Zema (MG), Ronaldo Caiado (GO), Tarcísio de Freitas (SP) e Jorginho Mello (SC), defende maior autonomia dos estados e uma política mais repressiva contra o crime organizado.

O gabinete de crise “Rio Sem Chacina” é uma iniciativa conjunta da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, com apoio dos ministérios federais. A agenda das autoridades incluiu uma vistoria no Instituto Médico Legal (IML) para acompanhar os procedimentos periciais junto às famílias das vítimas.

Com informações de Agência Brasil, Brasil de Fato, CNN Brasil, CartaCapital, Manchete Rio, O Globo. ■

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