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Roma foi palco, neste sábado (4), do quarto dia consecutivo de grandes protestos em solidariedade ao povo palestino e contra a interceptação pela Marinha israelense da Flotilha Global Sumud, que tentava levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza. Os organizadores do ato estimaram que um milhão de pessoas participaram da manifestação, que tomou as ruas do centro da cidade de forma pacífica.
A marcha seguiu por pontos turísticos icônicos de Roma, como o Coliseu e o Circo Máximo, sob uma grande bandeira palestina que abria o cortejo. Faixas exibiam frases como "fim da cumplicidade com Israel" e "contra o genocídio", enquanto os manifestantes gritavam "Palestina livre".
Os protestos massivos na Itália foram desencadeados pela ação militar de Israel na quarta-feira (1º), quando a Marinha israelense interceptou mais de 40 barcos da flotilha humanitária em águas internacionais. Cerca de 443 ativistas de 47 países foram detidos, incluindo a ativista sueca Greta Thunberg, parlamentares europeus e pelo menos 17 brasileiros, entre eles a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE).
Israel justificou a ação afirmando que os barcos se aproximavam de uma "zona de combate ativa" e que o bloqueio naval visa impedir o contrabando de armas para o grupo Hamas. Os organizadores da flotilha, no entanto, classificaram a interceptação como um "ato ilegal" e um "sequestro".
Os atos em Roma são o ápice de uma série de mobilizações que tomaram a Itália:
A onda de protestos coloca o governo da primeira-ministra Giorgia Meloni sob forte pressão. A premiê criticou a flotilha e ironizou a greve geral, afirmando que "fim de semana prolongado não combina com revoluções". Em contraste, pesquisas recentes indicam que a maioria dos italianos apoia a missão humanitária da flotilha (72%) e o reconhecimento do Estado da Palestina (55%).
A Flotilha Global Sumud, cujo nome significa "perseverança" em árabe, partiu no início de setembro com o objetivo de furar o bloqueio naval israelense a Gaza, em vigor desde 2007. A interceptação gerou condenações internacionais e protestos em várias cidades do mundo, incluindo Paris, Lisboa, Barcelona e Buenos Aires.
Com informações de: Agencia Brasil, ANSA Brasil, BBC, Euronews, Folha de S.Paulo, G1, Opera Mundi, Terra, The Conversation. ■