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Os deputados federais aprovaram nesta quarta-feira (1º de outubro) o projeto de lei que isenta do Imposto de Renda (IR) as pessoas que recebem até R$ 5 mil por mês. A votação no plenário da Câmara foi unânime, com 493 votos a favor e nenhum contrário. A proposta, relatada pelo deputado Arthur Lira (PP-AL), ainda precisa ser votada pelo Senado antes de seguir para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Além da isenção total para a faixa de até R$ 5 mil, o texto concede descontos parciais para os contribuintes com rendimentos entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 mensais. Nesta faixa, o valor do imposto devido será reduzido de forma gradual – quanto maior o salário, menor o desconto. Acima de R$ 7.350, a tributação segue as regras atuais.
De acordo com estimativas do governo e do relator, a medida deve beneficiar milhões de trabalhadores.
Atualmente, a isenção beneficia quem recebe até R$ 3.036, valor de dois salários mÃnimos, devido a um mecanismo de desconto simplificado. Um professor que recebe o piso de R$ 4.867,77, por exemplo, pagava R$ 305,40 de imposto por mês e passará a pagar zero, com uma economia anual de quase R$ 4.000.
Para compensar a perda de arrecadação, estimada em cerca de R$ 25,8 bilhões, o projeto cria um imposto mÃnimo para contribuintes de alta renda.
O mecanismo também passa a tributar em 10% a remessa de lucros e dividendos ao exterior. No entanto, os lucros referentes a resultados de 2025 que forem distribuÃdos até 31 de dezembro de 2028 não serão alcançados pela nova cobrança.
O projeto não é definitivo e ainda passará por alterações. A tramitação segue agora para o Senado Federal.
A aprovação da isenção é uma promessa de campanha do presidente Lula em 2022. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, classificou o dia como "histórico" e o presidente Lula afirmou que a medida é uma "vitória em favor da justiça tributária".
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que a aprovação unânime demonstra que "quando o tema é o bem-estar das famÃlias brasileiras, não há lados, nem divisões". Apesar do apoio maciço, alguns parlamentares da oposição criticaram a proposta, classificando-a como "eleitoreira" e expressando preocupação com seu impacto sobre o equilÃbrio fiscal.
Com informações de: G1, Agência Câmara NotÃcias, Agência Brasil, Folha de S.Paulo, CNN Brasil, UOL. ■