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Um novo vÃdeo obtido pela CNN revela que o ataque israelense ao hospital Nasser em Khan Younis, Gaza, na última segunda-feira (25/08/2025), foi mais complexo e letal do que se imaginava. Inicialmente descrito como um "double-tap" — tática que envolve um segundo ataque para atingir socorristas —, o episódio na realidade envolveu três mÃsseis, com o segundo ataque sendo composto por duas explosões quase simultâneas que causaram a maioria das baixas.
O primeiro mÃssil atingiu a escada externa do hospital por volta das 10h08 (horário local), matando imediatamente o cinegrafista da Reuters, Hussam Al-Masri, e interrompendo sua transmissão ao vivo. Cerca de nove minutos depois, enquanto equipes de resgate, profissionais de saúde e jornalistas corriam para prestar socorro, dois mÃsseis disparados quase ao mesmo tempo atingiram o local exacto da primeira explosão, causando dezenas de mortes e feridos.
Especialistas em armamentos analisaram as imagens e concluÃram que os mÃsseis usados provavelmente foram disparados por tanques israelenses, possivelmente o modelo M339. A precisão e a simultaneidade das explosões sugerem um ataque coordenado e intencional, e não um "alvo de oportunidade" como por vezes alegado.
O massacre de profissionais protegidos: Entre os 22 mortos no ataque estavam:
Este incidente não é isolado. Representa a continuação de uma barbárie sistemática perpetrada pelo exército israelense em Gaza, que inclui:
O silenciamento da imprensa como polÃtica de guerra: O ataque ao hospital Nasser também evidencia os esforços contÃnuos de Israel para calar qualquer testemunho do que ocorre em Gaza:
As reacções internacionais foram de forte condenação. O secretário-geral da ONU, António Guterres, classificou os assassinatos como "horrorosos", enquanto o primeiro-ministro britânico Keir Starmer os considerou "completamente indefensáveis". A França, através do presidente Emmanuel Macron, chamou os ataques de "intoleráveis".
Em contrapartida, o governo israelense divulgou versões contraditórias. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu classificou o incidente como um "trágico acidente". Já o exército israelense primeiramente alegou que o alvo era uma "câmera posicionada pelo Hamas" no hospital e depois afirmou que seis dos mortos eram "terroristas", alegação prontamente desmentida pelo Hamas e por autoridades de saúde de Gaza.
Este episódio é um marco sombrio em um conflito que já matou mais de 62.000 palestinos, mas também um testemunho da coragem dos jornalistas palestinos que, sob fogo constante, continuam a relatar ao mundo a extensão da devastação. Suas vozes, e as das vÃtimas que documentam, não podem ser silenciadas.
Com informações de: CNN, BBC, The Conversation, Wikipedia, The Guardian, Al Jazeera, +972 Magazine. ■