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Lula rejeita humilhação e articula resposta coletiva do BRICS ao tarifaço de Trump
Presidente brasileiro ignora pressão midiática por submissão aos EUA e coordena estratégia com emergentes contra sobretaxas de 50%
Politica
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■   Bernardo Cahue, 07/08/2025

Em resposta à campanha massiva da imprensa pressionando por uma submissão diplomática, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou publicamente que não ligará para Donald Trump enquanto não houver disposição real de diálogo por parte do mandatário americano. A declaração ocorre um dia antes da entrada em vigor das tarifas de 50% sobre produtos brasileiros impostas pelos Estados Unidos.

Em entrevista à Reuters, Lula foi enfático: "Pode ter certeza: quando minha intuição disser que Trump está disposto a conversar, ligarei. Mas hoje ela diz que ele não quer conversar. E eu não vou me humilhar. Um presidente da República não pode ficar se humilhando para outro". A postura contrasta com a narrativa de setores da mídia que defendiam uma aproximação imediata e unilateral.

O plano brasileiro, articulado através do BRICS, envolve:

  • Debater com Índia (também tarifada) e China as implicações econômicas das medidas americanas
  • Buscar uma resposta conjunta baseada no multilateralismo
  • Utilizar o peso do bloco - que representa 40% da riqueza global - como contrapeso geopolítico

Lula classificou a estratégia de Trump como "tácita" ao afirmar: "Ele quer acabar com o multilateralismo e criar o unilateralismo, negociando sozinho com cada país. Qual o poder de negociação de um país pequeno com os EUA? Nenhum". Anteriormente, havia comparado o presidente americano a um "imperador" por suas ameaças contra o BRICS.

Os produtos brasileiros mais afetados incluem:

  • Café e carne (excluídos da lista de exceções)
  • Cacau e frutas

Paralelamente, o Brasil apresentou pedido de consulta na OMC contra as tarifas, primeiro passo para uma ação formal. A estratégia evita retaliações imediatas, conforme explicou Lula: "Poderia anunciar taxação contra os EUA, mas quero mostrar que quando um não quer, dois não brigam".

Com informações de: O Globo, Folha de S.Paulo, BBC, GaúchaZH

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