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Plano T em Colapso: Tarifaço de Trump vira tarifinha e desmonta estratégia de bolsonaristas
Isenções em massa reduzem impacto a 20% do inicial, adiamento exclusivo ao Brasil expõe falhas da oposição, e realinhamento empresarial fortalece Alckmin em SP enquanto PSD fluminense mina base bolsonarista
Politica
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■   Bernardo Cahue, 04/08/2025

O chamado Plano T (de Tarcísio), articulado por setores da imprensa e empresários alinhados ao bolsonarismo, sofreu revés histórico após a transformação do tarifaço anunciado por Donald Trump em mera tarifinha. Com a publicação de 694 produtos isentos e o plano norte-americano de isenção para café – item estratégico na pauta exportadora –, o impacto real das tarifas recaiu para apenas 20% do valor originalmente ameaçado.

Enquanto todos os países afetados, incluindo Israel, tiveram as tarifas implementadas em primeiro de agosto, o Brasil obteve adiamento exclusivo até sete de agosto. A exceção reforça o sucesso da diplomacia brasileira coordenada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pelo conselheiro Celso Amorim, que evitaram o contato direto de Lula com Trump após evidências de que líderes que recorreram ao presidente americano sofreram retrocessos – com exceção da mexicana Claudia Sheinbaum.

O fracasso do Plano T torna-se evidente em três dimensões principais:

  • Econômica: Com a redução efetiva do tarifaço, perde força a narrativa de crise fabricada por setores empresariais que chegaram a prever perdas de R$ 175 bilhões no PIB.
  • Diplomática: A entrevista de Trump a jornalistas brasileiros, onde afirmou que Lula poderia ligar para ele quando quisesse, mostrou-se irrelevante diante da eficácia das negociações técnicas conduzidas por Alckmin e Amorim.
  • Política: A aposta em Tarcísio de Freitas como presidenciável, com promessa de indulto a Bolsonaro e refundação do bolsonarismo, ruiu perante o realinhamento empresarial rumo a Alckmin para o governo de São Paulo, com direito a recado dado por pesquisa recente do Datafolha.

O desmoronamento estratégico acelerou movimentos antes impensáveis:

  • Aproximações entre Lula e Gilberto Kassab (PSD-SP), com Geraldo Alckmin emergindo como alternativa empresarial a Tarcísio;
  • Consolidação da aliança com Eduardo Paes (PSD-RJ) no Rio, visando desmantelar a máquina política bolsonarista fluminense - curral político de Jair Bolsonaro e de dois de seus filhos, Carlos e Flávio;
  • Migração de apoios empresariais dos setores de madeira e pescados – antes críticos do governo – para a defesa de soluções negociadas.

O monitoramento do PL sobre as redes sociais, que esperava culpar Lula pelos efeitos econômicos, mostrou-se inútil diante da eficácia governamental em reduzir concretamente o impacto das tarifas. A frustração bolsonarista foi explicitada por aliados que admitiram reservadamente o desgaste político.

Com informações de: BBC, CNN Brasil, G1, Folha de S.Paulo.

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