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Irã e Israel em escalada bélica
Ofensivas diretas e tensão nuclear marcam novo capítulo do confronto, com danos materiais e diplomacia em colapso
Oriente-Medio
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■   Bernardo Cahue, 20/06/2025
Um míssil iraniano atingiu a cidade israelense de Bersheba nesta sexta-feira, ferindo ao menos 18 pessoas e causando danos significativos. O projétil caiu próximo a instalações da Microsoft e do Centro de Alta Tecnologia da cidade, comprometendo infraestruturas digitais estratégicas. Autoridades locais confirmaram falhas no sistema de defesa antimísseis israelense, que não tentou interceptar o ataque.

O ataque faz parte da Operação Promessa Verdadeira 3, iniciada pelo Irã como retaliação a ofensivas israelenses de 13 de junho contra alvos civis e militares em território iraniano. Esta foi a 16ª onda de ataques coordenados pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica. A Base Aérea de Nevatim, no deserto de Negev, também foi alvejada.

Em meio à escalada, o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, Rafael Grossi, afirmou que os relatórios técnicos da entidade não podem servir de base para ações militares. Grossi enfatizou que decisões bélicas são políticas e não refletem as conclusões da agência sobre o programa nuclear iraniano.

O chefe da AIEA rejeitou ligar suas análises à resolução aprovada pelo Conselho de Governadores em 12 de junho – usada por Israel para justificar ataques. Ele reiterou não haver indícios de que o Irã desenvolva armas nucleares e pediu aos Estados Unidos que evitem o uso de bombas de alta penetração contra instalações nucleares, alertando que apenas o diálogo evitará um conflito maior.

O governo iraniano reagiu com críticas duras a Grossi, acusando a AIEA de atuar como instrumento de potências hostis e violar o Tratado de Não Proliferação Nuclear. Teerã sustenta que o relatório técnico de 31 de maio foi distorcido para embasar acusações infundadas, beneficiando países como Israel – que não é signatário do tratado.

Nas redes sociais e mídias oficiais, o Irã celebrou o lançamento do míssil Sejil como conquista militar, enquanto usuários debatem ataques cibernéticos a sites nacionais e desabastecimento de commodities. Israel, por sua vez, comemorou a resolução da AIEA e insiste na existência de um programa nuclear clandestino iraniano.

O cenário revela uma guerra que migrou de ataques indiretos para confrontos abertos, com mísseis transformados em instrumentos de retaliação precisa. Enquanto Bersheba avalia os estragos, a comunidade internacional monitora o risco de uma crise nuclear sem retorno.

Com informações de Al Jazeera, teleSUR, Reuters, BBC.■

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