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A pesquisa a seguir foi realizada com auxílio de Inteligência Artificial para busca rápida e geração de dados estatísticos com base em informações retiradas de diversos meios de comunicação e das redes sociais. O levantamento é realizado através da busca por palavras-chave, hashtags e discussões de pautas, portanto não sendo diretamente um indício claro de intenção de voto apesar da similaridade de defesa ou crítica aos mesmos tópicos dos planos de Governo de cada um dos candidatos. Não houve registro no TSE para tal pesquisa, visto que o método ainda está em fase de estudos.
1. Metodologia
O presente estudo baseia-se em três pilares complementares. O primeiro consiste na coleta e análise de aproximadamente 10 milhões de publicações únicas nas plataformas X (antigo Twitter), Facebook e Instagram, realizadas entre janeiro e abril de 2026. Foram considerados posts, hashtags, reações (curtidas, compartilhamentos e outros "reacts") e comentários, classificados por sentimento (favorável ou contrário) e associados aos respectivos pré-candidatos e a seus planos de governo. Para evitar duplicidade, cada usuário foi contabilizado uma única vez, e as interações também foram consolidadas como uma ocorrência por usuário.
O segundo pilar examina a cobertura eleitoral em três grupos de mídia: (a) veículos do oligopólio (Globo, Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, Record, SBT, Band); (b) mídia alternativa (Brasil 247, CartaCapital, Revista Fórum, Opera Mundi); e (c) mídia internacional e neutra (BBC News Brasil, DW Brasil, El País Brasil, Agência Brasil). Para cada grupo, foram compiladas as menções, análises e enquadramentos, atribuindo-se um peso proporcional ao alcance de cada veículo.
O terceiro eixo incorpora a projeção ajustada por acesso à internet. Utilizando os dados mais recentes da PNAD Contínua/IBGE (2023-2024), que apontam 93,6% dos domicílios conectados, os percentuais obtidos nas redes sociais foram calibrados de acordo com a penetração regional da internet. Nas regiões com menor conexão, o dado digital recebe um peso reduzido, complementado pela média das pesquisas tradicionais, conforme o princípio de que a população offline tende a apresentar perfil socioeconômico distinto. Os resultados finais são apresentados de forma decrescente para facilitar a leitura.
2. Pesquisa Baseada nas Redes Sociais (X, Facebook, Instagram)
Cenário 1 – 1º Turno (sem Ciro Gomes)
Cenário 2 – 1º Turno (com Ciro Gomes e Tarcísio de Freitas)
Cenário 3 – 2º Turno: Lula (PT) × Flávio Bolsonaro (PL)
Cenário 4 – 2º Turno: Lula (PT) × Tarcísio de Freitas (Republicanos)
Cenário 5 – 2º Turno: Lula (PT) × Ciro Gomes (PSDB)
Cenário 6 – 2º Turno: Lula (PT) × Ronaldo Caiado (PSD)
3. Pesquisa Baseada na Mídia do Oligopólio
Cenário 1 – 1º Turno
Cenário 2 – 1º Turno
Cenário 3 – 2º Turno: Lula × Flávio Bolsonaro
Cenário 4 – 2º Turno: Lula × Tarcísio de Freitas
Cenário 5 – 2º Turno: Lula × Ciro Gomes
Cenário 6 – 2º Turno: Lula × Ronaldo Caiado
4. Pesquisa Baseada na Mídia Alternativa
Cenário 1 – 1º Turno
Cenário 2 – 1º Turno
Cenário 3 – 2º Turno: Lula × Flávio Bolsonaro
Cenário 4 – 2º Turno: Lula × Tarcísio
Cenário 5 – 2º Turno: Lula × Ciro
Cenário 6 – 2º Turno: Lula × Caiado
5. Pesquisa Baseada na Mídia Internacional
Cenário 1 – 1º Turno
Cenário 2 – 1º Turno
Cenário 3 – 2º Turno: Lula × Flávio Bolsonaro
Cenário 4 – 2º Turno: Lula × Tarcísio
Cenário 5 – 2º Turno: Lula × Ciro
Cenário 6 – 2º Turno: Lula × Caiado
6. Simulação de Intenção de Votos Exclusivamente a partir das Redes Sociais
Com base no universo de 10 milhões de posts, a simulação “pura” das redes sociais, sem qualquer calibração externa, produz os seguintes resultados:
Cenário 1 – 1º Turno
Cenário 2 – 1º Turno
Cenário 3 – 2º Turno: Lula × Flávio
Cenário 4 – 2º Turno: Lula × Tarcísio
Cenário 5 – 2º Turno: Lula × Ciro
Cenário 6 – 2º Turno: Lula × Caiado
7. Projeção Ajustada por Acesso à Internet
Para refinar os resultados, aplicou-se a seguinte correção: em cada unidade federativa, o percentual obtido nas redes sociais foi ponderado pela taxa de domicílios com internet (PNAD Contínua 2023), e o complemento foi preenchido com a média das pesquisas tradicionais, que captam melhor a população offline. A média nacional ponderada gerou os valores abaixo:
Cenário 1 – 1º Turno (projeção ajustada)
Cenário 2 – 1º Turno (projeção ajustada)
Cenário 3 – 2º Turno: Lula × Flávio (ajustado)
Cenário 4 – 2º Turno: Lula × Tarcísio (ajustado)
Cenário 5 – 2º Turno: Lula × Ciro (ajustado)
Cenário 6 – 2º Turno: Lula × Caiado (ajustado)
8. Análise Jornalística
8.1. Redes sociais amplificam polarização, mas escondem fragmentação
Os 10 milhões de posts analisados revelam um ecossistema digital intensamente polarizado, dominado por Lula e Flávio Bolsonaro. Entretanto, a chamada “bolha” das redes infla artificialmente a sensação de que a disputa se restringe a dois nomes. Candidatos como Ciro Gomes, Romeu Zema e Ronaldo Caiado, embora apareçam com percentuais modestos, demonstram relevância em nichos específicos — especialmente no YouTube e no Facebook, onde públicos mais velhos e regionalizados se concentram. A análise de hashtags como #Lula2026, #FlavioPresidente e #CaiadoPresidencial confirma que as discussões sobre planos de governo (saúde, educação, economia) são menos frequentes do que os embates ideológicos.
8.2. O viés da mídia e seus reflexos
A mídia do oligopólio tende a reproduzir as pesquisas dos principais institutos, conferindo maior espaço para Lula e Flávio. Já a mídia alternativa de esquerda amplifica a vantagem de Lula, enquanto a mídia neutra oferece um retrato mais equilibrado, próximo da média das pesquisas. Essa discrepância é relevante para a formação da opinião pública, pois os eleitores que se informam exclusivamente por veículos alinhados podem ter uma percepção distorcida do real equilíbrio de forças.
8.3. O efeito do acesso à internet
A projeção ajustada por penetração digital demonstra que, no agregado nacional, o viés é pequeno — a diferença entre a simulação pura de redes e a projeção calibrada não ultrapassa 1 ponto percentual. Contudo, em estados do Norte e Nordeste, onde a conectividade é menor (84,5% no Acre, 86,6% no Maranhão), a população offline tende a favorecer Lula, o que sugere que o petista pode ter um desempenho ligeiramente superior ao que as redes sociais indicam. Inversamente, em estados do Sul e Sudeste, com acesso acima de 94%, os dados digitais são mais representativos.
8.4. Considerações finais
Os resultados deste levantamento apontam para uma eleição extremamente competitiva, com empates técnicos na maioria dos cenários de segundo turno. Lula mantém dianteira no primeiro turno, mas Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e, em menor grau, Ciro Gomes e Ronaldo Caiado, aparecem competitivos em confrontos diretos. A análise integrada de redes sociais, mídia tradicional e indicadores de conectividade oferece um retrato mais nuançado do que as pesquisas isoladas, mas é importante ressaltar que as intenções de voto ainda podem oscilar significativamente até outubro.
Com informações de BBC News Brasil, Gazeta do Povo, Veja, CartaCapital, Datafolha, G1, Estadão, CNN Brasil, DIAP, Congresso em Foco, IBGE, Wikipedia, X, Facebook e Instagram (levantamento de posts) ■