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Jorge Messias poderá ser o novo Ministro da Justiça
Vaga deixada pelo Ministro Ricardo Lewandovski pode ser ocupada pelo advogado-geral da União após ser reprovado em sabatina; para a vaga de Barroso no STF, o nome de Bruno Dantas ganha força
Politica
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■   Bernardo Cahue, 01/05/2026

Apenas 24 horas após o Senado Federal infligir uma derrota histórica ao governo ao rejeitar a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), articulações nos bastidores e uma forte reação nas redes sociais já apontam um novo destino para o agora ex-advogado-geral da União. De acordo com análises e reportagens publicadas nos principais veículos de imprensa do país, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia oferecer a Messias o comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública, enquanto nas plataformas digitais cresce um movimento para que ele assuma a diretoria-geral da Polícia Federal. A movimentação reacendeu a polarização política e trouxe de volta o slogan "Congresso Inimigo do Povo", com críticas direcionadas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e ampliou as discussões sobre quem ocupará a cadeira deixada pelo ministro aposentado Luís Roberto Barroso.

Derrota histórica e o "prêmio de consolação"

A derrota de Jorge Messias foi um marco na política brasileira. Ele se tornou o primeiro indicado ao STF a ser rejeitado pelo Senado desde a redemocratização e o primeiro em 132 anos, uma vez que as últimas reprovações haviam ocorrido em 1894, durante o governo de Floriano Peixoto. O placar final foi de 42 votos contrários contra 34 favoráveis, resultado que pegou o Palácio do Planalto de surpresa e foi interpretado como um fracasso da articulação política governista.

Diante do cenário adverso, a reportagem da CNN Brasil publicada no dia 30 de abril revelou que a avaliação dentro do governo é nomear Messias para o Ministério da Justiça, em um movimento descrito como um "prêmio de consolação". A ideia, segundo a publicação, teria a intenção de fortalecer o aliado, blindar sua imagem pública e mantê-lo em evidência para uma eventual nova indicação ao Supremo no futuro.

Reação nas redes: "Congresso Inimigo do Povo" e ataques a Alcolumbre

Paralelamente às movimentações políticas no Planalto, as redes sociais foram tomadas por uma enxurrada de críticas ao parlamento. De acordo com o portal O Globo, figuras da esquerda, como o vereador Rick Azevedo (PSOL-RJ) e o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), incentivaram a militância a ressuscitar o lema de que o "Congresso é inimigo do povo". A narrativa se espalhou rapidamente, dominando as listas de assuntos mais comentados.

A artimanha da derrota, nos bastidores, é atribuída majoritariamente ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Senadores da base aliada e interlocutores de Messias contabilizaram "traições" dentro da própria base governista, gerando uma crise de confiança que explodiu nas plataformas digitais. As hashtags "Congresso Inimigo do Povo", "Messias", "Alcolumbre" e "Senado" tornaram-se as mais faladas do país no dia 1º de maio, colocando o parlamento no centro de uma crise pública de imagem.

Cotado para a PF e a força da campanha online

Além do Ministério da Justiça, surgiu nas redes sociais uma campanha robusta sugerindo que Jorge Messias seria o candidato ideal para assumir o comando da Polícia Federal. A movimentação digital amplifica o desejo de setores da esquerda de ver Messias em um cargo de força na segurança pública, o que alimenta ainda mais a possibilidade de sua indicação para a pasta da Justiça.

A disputa pela vaga no STF: Bruno Dantas é o nome da esquerda

Com a rejeição de Messias, o governo e a ala esquerdista do Congresso já articulam um novo nome para a vaga de Barroso. As atenções se voltam para o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas. Segundo a coluna Pinga-Fogo, do jornal Correio da Manhã, Lula já teria dito a interlocutores: "Na próxima vaga vou indicar Bruno, estou em débito com ele". A informação, circulada nos bastidores, teria inclusive contribuído para minar a candidatura de Messias nos dias que antecederam a votação.

Bruno Dantas conta com trânsito no Congresso e no meio político e, apesar de não ter ligação histórica com o PT, é apadrinhado pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, e vê com bons olhos a possibilidade de ocupar o Supremo.

Resumo dos acontecimentos
  • O Fato: Jorge Messias foi rejeitado pelo Senado para ministro do STF (42 votos a 34).
  • Imediato: Lula avalia nomeá-lo Ministro da Justiça, em movimento de "prêmio de consolação".
  • Redes Sociais: Cresce campanha para que Messias assuma a PF e a hashtag "Congresso Inimigo do Povo" ganha força.
  • Alcolumbre: É alvo de críticas por suposta articulação para derrubar Messias, gerando desgaste para o Senado.
  • Próximo STF: Ala esquerdista defende Bruno Dantas (TCU) para a vaga de Barroso.

O cenário delineado nas últimas 48 horas demonstra que a crise gerada pela rejeição de Jorge Messias está longe de terminar. Ao contrário, ela desencadeou uma série de reações em cadeia que prometem remodelar a relação entre o Executivo e o Legislativo, ao passo que o presidente Lula se vê obrigado a recalcular a rota de seu terceiro mandato em ano de eleições presidenciais, com a opinião pública mais conectada e ativa nas redes sociais do que nunca.

Com informações de CNN Brasil, G1, O Globo, Correio do Povo, Jovem Pan, Portal AZ ■

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