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Bolsonaro presta depoimento na Papuda em investigação por crime contra a honra de Lula
Ex-presidente foi ouvido como investigado por declarações que associam Lula a tráfico e usam termos pejorativos; defesa alega "crítica política"
America do Sul
Foto: https://cloudfront-us-east-1.images.arcpublishing.com/newr7/77CBD3X7WVFODC6S6ETKX2EMZM.JPG
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■   Bernardo Cahue, 04/02/2026

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi ouvido na segunda-feira (2) na Penitenciária da Papuda, em Brasília, onde cumpre pena. O depoimento foi prestado à Polícia Federal no âmbito de um inquérito que investiga crimes contra a honra do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aberto a pedido do Ministério da Justiça.

A investigação apura dois tipos penais distintos:

  • Calúnia: Analisa um vídeo publicado por Bolsonaro no YouTube em 26 de março de 2025, no qual ele teria imputado falsamente a Lula uma associação com traficantes de drogas do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro.
  • Injúria: Envolve publicações do ex-presidente na rede social X (antigo Twitter), nas quais ele utilizou expressões consideradas ofensivas à dignidade e à honra do presidente, como "cachaça" e "patifaria armada".

O caso tem origem em um episódio da campanha eleitoral de 2022, quando Lula, durante visita ao Complexo do Alemão, usou um boné com a sigla "CPX". Opositores, incluindo Bolsonaro, interpretaram a sigla como uma referência a facções criminosas que atuam na região. Entretanto, a alegação foi amplamente desmentida. A explicação é de que "CPX" é uma abreviatura comum para a palavra "complexo", utilizada para designar conjuntos de favelas, como exemplificado abaixo:

  1. Complexo do Alemão (CPX Alemão)
  2. Complexo da Maré (CPX Maré)
  3. Complexo da Penha (CPX Penha)
A investigação busca apurar se a insistência na associação criminosa, mesmo após os esclarecimentos públicos, configura crime.

A defesa de Jair Bolsonaro sustenta que as declarações do ex-presidente se inserem no contexto da "crítica política", um direito protegido pela liberdade de expressão no debate democrático. Este argumento será avaliado pelos investigadores e pelo Ministério Público ao longo do inquérito, que ainda segue em andamento, sem data para conclusão.

Com informações de: G1, BOL/UOL, Metro1, SPDiario, Claudio Dantas ■

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