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E-mails revelam elogios de Jeffrey Epstein e Steve Bannon a Bolsonaro durante eleição de 2018
Documentos divulgados pela Justiça dos EUA mostram conversas em que o financista e o ex-estrategista de Trump discutem o então candidato e planejam apoio
America do Norte
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■   Bernardo Cahue, 01/02/2026

Novos documentos do caso Jeffrey Epstein, divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos na sexta-feira (30 de janeiro), revelam uma troca de e-mails em que o financista e o ex-conselheiro de Donald Trump, Steve Bannon, trocam elogios sobre Jair Bolsonaro durante a campanha presidencial brasileira de 2018.

Na mensagem, datada de 8 de outubro de 2018, Epstein escreve a Bannon: "Bolsonaro mudou o jogo. Nenhum refugiado quer entrar. Bruxelas não lhe diz o que fazer. Ele só precisa reativar a economia. MASSIVO". À época, Bolsonaro havia acabado de avançar ao segundo turno das eleições contra Fernando Haddad (PT).

Bannon, que já havia declarado apoio público a Bolsonaro em 2018, respondeu mostrando proximidade com o grupo do candidato: "Eles me querem como conselheiro. Devo fazer isso?". Epstein retrucou com um tom cínico: "É meio o argumento 'reino no inferno' de novo".

Os arquivos também mostram outros detalhes da conversa:

  • Bolsonaro "the real deal": Em outra passagem, Epstein se refere a Bolsonaro como "de verdade" (no original, "the real deal"), e Bannon comenta: "Diga a ele que o meu candidato vai ganhar no primeiro turno".
  • Plano de viagem ao Brasil: Epstein sugere que Bannon viaje ao Brasil para apoiar Bolsonaro, argumentando que "se você está confiante na vitória [de Bolsonaro], pode ser bom para sua marca se você fosse visto lá".
  • Incômodo com negação: Epstein demonstrou irritação porque Bolsonaro negou publicamente qualquer associação com Bannon, classificando a ligação como "fake news".
  • Reação ao atentado: Em outro momento, ao ser informado sobre a facada sofrida por Bolsonaro em setembro de 2018, Epstein respondeu: "Antes ele do que eu".
  • Mediação com Chomsky: Epstein ainda aconselhou Bannon a evitar falar de Bolsonaro em um encontro com o filósofo Noam Chomsky, alegando que a esposa de Chomsky é brasileira e que o casal é próximo do ex-presidente Lula.

As mensagens fazem parte de um lote de documentos liberados pela Justiça norte-americana no âmbito das investigações sobre Epstein. A divulgação ocorre pouco mais de uma semana após a data de publicação desta nota (2 de fevereiro de 2026), reforçando as conexões entre figuras globais de ultradireita e o financista condenado por crimes sexuais.

Com informações de BBC News Brasil, Metrópoles, Diário do Centro do Mundo ■

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