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Na madrugada de sexta-feira (14), a Rússia lançou um dos maiores ataques aéreos contra a capital ucraniana, Kiev, desde o início da invasão. De acordo com o presidente Volodymyr Zelensky, foram utilizados aproximadamente 430 drones e entre 18 e 19 mísseis contra a cidade, em uma ofensiva que ele descreveu como planejada para causar o "máximo de danos à população civil". O ataque, que durou quase três horas, resultou na morte de pelo menos quatro pessoas em Kiev e deixou dezenas de feridos.
Os sistemas de defesa aérea ucranianos entraram em ação, com a Força Aérea afirmando ter abatido 405 drones e 14 mísseis. A Rússia empregou mísseis de alta tecnologia, incluindo os hipersônicos Kinjal e o raramente usado Tsirkon. No entanto, os danos à infraestrutura civil foram significativos:
Este ataque massivo ocorre em um contexto de intensificação dos bombardeios russos contra instalações de energia, sistema ferroviário e infraestrutura civil ucraniana às vésperas do inverno no hemisfério norte. Paralelamente, as forças russas continuam a avançar no leste do país, pressionando especialmente a região de Donetsk.
Em resposta, a Ucrânia tem conduzido uma campanha de ataques assimétricos em território russo. Horas após o ataque a Kiev, a Rússia anunciou a interceptação de mais de 200 drones ucranianos. Um dos alvos foi o porto petrolífero de Novorossiysk, no Mar Negro, onde um ataque causou um incêndio em uma refinaria e feriu membros da tripulação de um navio civil. O objetivo desses ataques é prejudicar as exportações de petróleo que financiam o esforço de guerra russo.
Além das vítimas em Kiev, um ataque russo com drones a um mercado na localidade de Chornomorsk, próximo a Odessa, matou duas pessoas. No distrito de Desniansky, em Kiev, os feridos incluíam uma mulher grávida e uma criança de 10 anos.
O cenário político-diplomático permanece complexo. Enquanto o governo de Donald Trump espera que novas sanções contra petroleiras russas, como Rosneft e Lukoil, façam efeito , Zelensky enfrenta pressões internas e de aliados europeus devido a um escândalo de desvio de fundos no setor de energia de seu país. As negociações de paz continuam paralisadas.
Com informações de Expresso, Folha de S.Paulo, RFI, O Globo, CartaCapital e Terra. ■