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Zohran Mamdani é eleito prefeito de Nova York em vitória histórica que representa revés para Trump
Deputado estadual de 34 anos, socialista democrata e muçulmano, vence o ex-governador Andrew Cuomo e o republicano Curtis Sliwa, desafiando as ameaças do presidente
America do Norte
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■   Bernardo Cahue, 05/11/2025

O democrata Zohran Mamdani foi eleito prefeito de Nova York na terça-feira (4), tornando-se o primeiro muçulmano a governar a cidade em uma vitória que simboliza uma significativa derrota política para o presidente Donald Trump, que havia feito campanha aberta contra sua candidatura.

Mamdani, um socialista democrata de 34 anos, derrotou o ex-governador Andrew Cuomo, que concorria como independente, e o republicano Curtis Sliwa. De acordo com a apuração, Mamdani obteve 50,4% dos votos, contra 41,6% de Cuomo e 7,1% de Sliwa . A eleição registrou a maior participação de eleitores em uma corrida para prefeito em mais de 50 anos, com mais de 2 milhões de nova-iorquinos votando.

Uma campanha de reviravoltas e uma vitória histórica

A trajetória de Mamdani até a prefeitura foi marcada por reviravoltas. Inicialmente um legislador estadual relativamente obscuro, ele surpreendeu ao derrotar o experiente Andrew Cuomo nas primárias democratas em junho. Sua campanha foi impulsionada por seu carisma, uso eficaz de redes sociais como TikTok e uma plataforma populista que focava no alto custo de vida na cidade.

Com a vitória, Mamdani entra para a história como:

  • O primeiro prefeito muçulmano de Nova York.
  • O primeiro de ascendência sul-asiática e o primeiro nascido em África (Uganda) a liderar a cidade.
  • O prefeito mais jovem em mais de um século.

Em seu discurso de vitória, Mamdani declarou: "Meus amigos, derrubamos uma dinastia política. Desde que nos lembramos, os trabalhadores de Nova York têm sido informados pelos ricos e pelos bem relacionados de que o poder não lhes pertence e, no entanto, nos últimos 12 meses, vocês ousaram alcançar algo maior. Esta noite, contra todas as probabilidades, agarramo-lo".

A oposição de Trump e a derrota de seu candidato

A eleição nova-iorquina transformou-se em um palco de disputa nacional devido à intensa oposição do presidente Trump. Nos dias que antecederam o pleito, Trump fez campanha ativa por Andrew Cuomo, o ex-democrata que era sua esperança de derrotar Mamdani.

O presidente chegou a desencorajar o voto no candidato de seu próprio partido, Curtis Sliwa, argumentando que um voto nele equivaleria a um voto em Mamdani. "Independentemente de você gostar ou não de Andrew Cuomo, você realmente não tem escolha", escreveu Trump em sua rede social.

Além do apoio a Cuomo, Trump emitiu ameaças explícitas, prometendo cortar fundos federais para Nova York caso Mamdani vencesse, a quem chamou repetidamente de "comunista". A rejeição dos eleitores a essa estratégia ficou clara com a vitória confortável de Mamdani, representando um revés para a influência política do presidente em um reduto democrata.

O contexto nacional do revés

A derrota do candidato apoiado por Trump em Nova York não foi um caso isolado. A noite eleitoral trouxe más notícias para o presidente em outros estados. Na Virgínia e em Nova Jersey, os eleitores também elegeram candidatos democratas para governador, rejeitando os preferidos de Trump.

Os resultados são vistos como a primeira grande avaliação dos eleitores desde que Trump retornou ao poder, nove meses atrás, e indicam uma resistência significativa à sua agenda e influência.

Com informações de: G1, Euronews, Wikipedia, Washington Post. ■

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