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Em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, o Irã anunciou a utilização dos mísseis hipersônicos Fattah-2 em operações ofensivas. De acordo com relatos divulgados no início de março de 2026, estes projéteis representam a mais avançada tecnologia do arsenal iraniano, sendo uma evolução do modelo Fattah-1. As informações indicam que os mísseis foram empregados em ataques contra forças dos Estados Unidos e interesses de Israel, marcando uma nova fase na capacidade de dissuasão do país.
O destaque do Fattah-2 está em seu sistema de propulsão e trajetória. Diferentemente de mísseis balísticos convencionais, ele é equipado com um Hypersonic Glide Vehicle (HGV) — um veículo de deslizamento hipersônico — que permite manobras em voo tanto no eixo vertical quanto horizontal. Essa característica dificulta severamente a interceptação por sistemas de defesa aérea tradicionais, como o Iron Dome e o Arrow israelenses, ou o THAAD americano.
As especificações técnicas divulgadas apontam que o Fattah-2 possui:
A introdução do Fattah-2 no campo de batalha força uma reavaliação das estratégias de defesa. Um executivo da empresa israelense Rafael Advanced Defense Systems, desenvolvedora de sistemas de mísseis, comparou a defesa contra essas armas a tentar marcar um jogador de basquete sozinho, afirmando que o princípio tradicional de "voar mais rápido que o alvo" não se aplica a projéteis hipersônicos, tornando a interceptação um desafio monumental.
O desenvolvimento e a implantação bem-sucedida do Fattah-2 também levantam questões sobre a origem da tecnologia. Analistas especulam que o Irã pode ter adquirido ou desenvolvido conjuntamente as tecnologias necessárias com a Coreia do Norte, que já testou veículos de deslizamento hipersônico e os colocou em serviço em 2024. O anúncio do uso do míssil ocorre em um momento de alta tensão, após relatos de que os Estados Unidos teriam aprovado planos de ataque contra instalações nucleares iranianas, com o Irã respondendo com demonstrações de força de seu arsenal.
Com informações de News18, Military Watch Magazine, Reuters ■