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O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) anunciou que a guerra em curso no Médio Oriente já provocou o deslocamento interno de cerca de 3,2 milhões de pessoas no Irã. O conflito, desencadeado por uma ofensiva de Israel e dos Estados Unidos no dia 28 de fevereiro, entrou nesta quinta-feira (12) em seu 13º dia.
De acordo com avaliações preliminares da agência da ONU, entre 600 mil e 1 milhão de famílias iranianas foram forçadas a deixar suas casas. A maioria da população deslocada está fugindo da capital, Teerã, e de outras grandes áreas urbanas, buscando refúgio no norte do país e em zonas rurais.
Ayaki Ito, diretor de emergências do ACNUR, alertou para o agravamento da situação:
"É provável que esse número continue aumentando enquanto as hostilidades persistirem, o que representa uma escalada preocupante nas necessidades humanitárias".
O comunicado da agência destaca pontos críticos para a crise humanitária no país:
O conflito teve início com uma operação militar coordenada que matou o antigo líder supremo do Irã, Ali Khamenei. Em retaliação, o Irã lançou ataques contra bases norte-americanas em países da região e contra Israel. A guerra já causou mais de dois mil mortos, segundo dados compilados pela televisão Al-Jazeera, e provocou a maior disrupção no fornecimento global de energia desde a década de 1970.
Especialistas ouvidos pela agência EFE alertam que, embora os deslocamentos atuais sejam internos, um prolongamento do conflito e a deterioração da situação humanitária podem levar a uma crise migratória de grandes proporções, com impacto em países vizinhos e na Europa.
Com informações de ANGOP, CNN Brasil, G1, UOL Notícias, EFE, Anadolu Ajans?, RTE■