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Guerra Irã vs. EUA: bombardeios em Teerã e mísseis contra bases americanas
Operação "Epic Fury" ataca instalações nucleares e liderança iraniana; Teerã responde com foguetes contra a Quinta Frota no Bahrein e aliados na região
Oriente-Medio
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■   Bernardo Cahue, 28/02/2026

Ao amanhecer deste sábado (28), a região do Oriente Médio acordou sob fogo cruzado. Os Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar de grande escala contra o Irã, em uma operação batizada de "Epic Fury". Poucas horas depois, o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) confirmou uma onda de ataques com mísseis e drones contra alvos americanos e israelenses em pelo menos quatro países, elevando as tensões a um patamar não visto nas últimas décadas.

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a operação em uma publicação na rede Truth Social, descrevendo a ação como "operações de combate massivas e contínuas" com o objetivo de "eliminar ameaças iminentes do regime iraniano". Segundo Trump, os ataques visam destruir a indústria de mísseis e impedir que o Irã desenvolva uma arma nuclear, poucas semanas após Washington alegar que Teerã tentava reativar seu programa atômico.

De acordo com fontes oficiais e relatos da imprensa internacional, os primeiros alvos incluíram:

  • Teerã: Explosões atingiram o complexo onde vive o Líder Supremo, Aiatolá Ali Khamenei. Imagens de satélite mostram fumaça saindo de edifícios na área.
  • Instalações militares: Bases e centros de comando nas cidades de Isfahan, Qom, Kermanshah e Tabriz foram bombardeados.
  • Infraestrutura civil: Em Minab, província de Hormozgan, um ataque aéreo israelense atingiu uma escola feminina, resultando na morte de dezenas de estudantes, segundo o governador local.

A resposta iraniana foi rápida e atingiu múltiplas frentes. O IRGC afirmar ter alvejado "instalações militares americanas na região", com destaque para:

  • Bahrein: O comando da Quinta Frota dos EUA, localizado em Manama, foi atingido por mísseis. Fumaça foi vista subindo na área de Juffair, onde a base naval está situada.
  • Catar: Um míssil foi interceptado pelo sistema de defesa Patriot perto de Doha, onde está sediado o CENTCOM.
  • Emirados Árabes Unidos: Explosões foram relatadas em Abu Dhabi e no porto de Jabal Ali, em Dubai. Autoridades emiratis confirmaram a morte de uma pessoa devido a estilhaços de um míssil iraniano.

O impacto imediato paralisou a região. Países como Irã, Israel, Iraque, Jordânia, Kuwait, Catar, Bahrein e Emirados Árabes Unidos fecharam seus espaços aéreos. As principais companhias aéreas, incluindo Qatar Airways, Turkish Airlines e Emirates, suspenderam todos os voos.

O contexto diplomático frustrado
O ataque ocorre apenas dois dias após o fim da terceira rodada de negociações indiretas em Genebra, mediadas por Omã, que foram descritas pelo chanceler iraniano, Abbas Araghchi, como "as mais sérias e longas até agora". Houve relatos de "progresso" e "ideias criativas" sobre o programa nuclear e alívio de sanções. Apesar do otimismo, os EUA mantinham uma enorme força-tarefa na região, incluindo os porta-aviões USS Gerald R. Ford e USS Abraham Lincoln, o que analistas apontam como uma tentativa de aumentar a pressão.

O enviado finlandês, Alexander Stubb, declarou que, com esta ação, os EUA estão "operando fora do direito internacional tradicional". Enquanto isso, a comunidade internacional se dividiu:

  • União Europeia e França pediram "máxima contenção" e alertaram para o "perigo de uma guerra prolongada".
  • Espanha condenou "a ação militar unilateral dos EUA e Israel".
  • Canadá apoiou a ação americana para "impedir que o Irã obtenha uma arma nuclear".
  • Rússia classificou a ação como "nova agressão" com risco de "desestabilização grave".

O senador democrata Tim Kaine classificou os ataques como "perigosos, desnecessários e idióticos" e prometeu convocar uma votação para bloquear o uso de forças dos EUA em hostilidades contra o Irã. Em Tel Aviv, sirenes não param de soar, e o exército israelense alerta para uma "sexta onda" de mísseis.

Com a internet praticamente cortada no Irã (operando a apenas 4% da capacidade, segundo a NetBlocks) e hospitais de Teerã em estado de emergência, o mundo acompanha com apreensão o que pode ser o estopim para uma guerra generalizada no Golfo.


Com informações de CNN, Newsweek, Anadolu Ajans?, Al Jazeera, The Malta Independent, Radio Pakistan, The New Voice of Ukraine ■

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