Siga nossas redes sociais | ![]() | Siga nossos canais |
Ao amanhecer deste sábado (28), a região do Oriente Médio acordou sob fogo cruzado. Os Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar de grande escala contra o Irã, em uma operação batizada de "Epic Fury". Poucas horas depois, o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) confirmou uma onda de ataques com mísseis e drones contra alvos americanos e israelenses em pelo menos quatro países, elevando as tensões a um patamar não visto nas últimas décadas.
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a operação em uma publicação na rede Truth Social, descrevendo a ação como "operações de combate massivas e contínuas" com o objetivo de "eliminar ameaças iminentes do regime iraniano". Segundo Trump, os ataques visam destruir a indústria de mísseis e impedir que o Irã desenvolva uma arma nuclear, poucas semanas após Washington alegar que Teerã tentava reativar seu programa atômico.
De acordo com fontes oficiais e relatos da imprensa internacional, os primeiros alvos incluíram:
A resposta iraniana foi rápida e atingiu múltiplas frentes. O IRGC afirmar ter alvejado "instalações militares americanas na região", com destaque para:
O impacto imediato paralisou a região. Países como Irã, Israel, Iraque, Jordânia, Kuwait, Catar, Bahrein e Emirados Árabes Unidos fecharam seus espaços aéreos. As principais companhias aéreas, incluindo Qatar Airways, Turkish Airlines e Emirates, suspenderam todos os voos.
O contexto diplomático frustrado
O ataque ocorre apenas dois dias após o fim da terceira rodada de negociações indiretas em Genebra, mediadas por Omã, que foram descritas pelo chanceler iraniano, Abbas Araghchi, como "as mais sérias e longas até agora". Houve relatos de "progresso" e "ideias criativas" sobre o programa nuclear e alívio de sanções. Apesar do otimismo, os EUA mantinham uma enorme força-tarefa na região, incluindo os porta-aviões USS Gerald R. Ford e USS Abraham Lincoln, o que analistas apontam como uma tentativa de aumentar a pressão.
O enviado finlandês, Alexander Stubb, declarou que, com esta ação, os EUA estão "operando fora do direito internacional tradicional". Enquanto isso, a comunidade internacional se dividiu:
O senador democrata Tim Kaine classificou os ataques como "perigosos, desnecessários e idióticos" e prometeu convocar uma votação para bloquear o uso de forças dos EUA em hostilidades contra o Irã. Em Tel Aviv, sirenes não param de soar, e o exército israelense alerta para uma "sexta onda" de mísseis.
Com a internet praticamente cortada no Irã (operando a apenas 4% da capacidade, segundo a NetBlocks) e hospitais de Teerã em estado de emergência, o mundo acompanha com apreensão o que pode ser o estopim para uma guerra generalizada no Golfo.