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A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou nesta quarta-feira (07/01) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discute "ativamente" a possibilidade de fazer uma oferta à Dinamarca para adquirir o território autônomo da Groenlândia. No entanto, ela reafirmou que "todas as opções estão na mesa", incluindo o uso de forças militares, para alcançar esse objetivo, considerado uma prioridade de segurança nacional .
Esta não é a primeira vez que Trump manifesta interesse pela maior ilha do mundo, mas as declarações ganharam um tom de urgência e ameaça concreta após a operação militar norte-americana que capturou o líder venezuelano Nicolás Maduro no último fim de semana . O episódio fez com que aliados europeus levassem a sério a possibilidade de uma ação unilateral dos EUA.
A resposta da Dinamarca, da Groenlândia e de outras potências europeias foi imediata e unânime em rejeição:
Dentro dos Estados Unidos, a postura agressiva da Casa Branca encontrou resistência até mesmo entre políticos do Partido Republicano:
A justificativa central da administração Trump é estratégica e ligada à segurança nacional. A Groenlândia, localizada no Ártico, é vista como vital para conter a influência e a "agressão" da Rússia e da China na região, que é rica em recursos e ganha importância com novas rotas marítimas .
O interesse dos EUA pela Groenlândia não é novo. Em 1946, o presidente Harry Truman ofereceu US$ 100 milhões em ouro pela ilha, proposta rejeitada pela Dinamarca .
Um ponto crucial, porém, é que os Estados Unidos já possuem uma base militar na Groenlândia (Base Espacial Pituffik, antes Thule) e têm amplo acesso ao território graças a um acordo de defesa bilateral com a Dinamarca assinado em 1951 . Analistas questionam por que a Casa Branca não utiliza esse mecanismo existente, que já oferece liberdade para operações militares, em vez de ameaçar uma anexação .
Com informações de: DW, G1, ABC News, NBC News, InfoMoney, BBC, CNN Brasil, Veja ■