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Um agente federal do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) atirou e matou uma mulher de 37 anos em Minneapolis, Minnesota, na manhã de quarta-feira (7). O incidente ocorreu durante uma operação de imigração em larga escala ordenada pelo governo do presidente Donald Trump, mobilizando cerca de 2.000 agentes na região. A morte gerou protestos imediatos, uma dura reação de autoridades locais e um intenso conflito de narrativas entre o governo federal e líderes estaduais e municipais.
A vítima foi identificada pela família e por veículos de imprensa locais como Renee Nicole Good, uma cidadã americana e mãe de três filhos. Autoridades locais afirmam que nada indicava que ela fosse alvo de qualquer investigação policial ou de imigração.
As descrições do momento que levou ao tiroteio são radicalmente opostas:
O tiroteio desencadeou uma forte crise política, com autoridades democratas de Minnesota exigindo a retirada imediata das forças federais:
O tiroteio não foi um incidente isolado, mas parte de uma operação de imigração ampliada. Desde a terça-feira (6), o governo Trump enviou aproximadamente 2.000 agentes federais para a região de Minneapolis. A operação está ligada, em parte, a investigações de supostas fraudes em programas de assistência social que teriam como alvo residentes de origem somali. Minnesota abriga uma das maiores diásporas somalis do mundo.
Esta morte representa uma escalada nas operações de imigração do governo Trump. De acordo com reportagens, este é ao menos o quinto fatal registrado em ações similares desde 2024, e o New York Times contabiliza nove casos de pessoas baleadas dentro de veículos por agentes do ICE desde setembro do ano passado.
Horas após o tiroteio, dezenas de manifestantes se reuniram no local, gritando palavras de ordem como "Vergonha!" e "ICE fora de Minnesota!". O local do incidente fica a menos de 1,5 km de onde George Floyd foi morto por um policial em 2020, um paralelo que foi citado por autoridades e moradores, reacendendo traumas recentes na comunidade. Ao fim do dia, vigílias com velas e flores foram organizadas em memória de Renee Good.
Com informações de: G1, O Globo, Swissinfo, PBS NewsHour, Público, Agência Brasil, CNN, Veja, The Guardian, Folha de S.Paulo.
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