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Novos ataques aéreos israelenses e operações militares na Faixa de Gaza na sexta-feira resultaram na morte de pelo menos três palestinos, tensionando um acordo de cessar-fogo que permanece frágil. Paralelamente, foram repatriados os corpos de 30 palestinos que estavam sob custódia de Israel.
Os bombardeios e operações israelenses continuaram em diferentes áreas da Faixa de Gaza. De acordo com a agência de notícias Wafa, uma pessoa foi morta e seu irmão ficou ferido por disparos do exército israelense no bairro de Shujayea, em Gaza City. Outro palestino morreu devido a bombardeios no campo de refugiados de Jabalia. Além disso, equipes de defesa civil recuperaram o corpo de uma pessoa dos escombros da casa da família Abu Medein, no bairro de az-Zahra, no centro de Gaza .
Este é mais um teste ao cessar-fogo que estava em vigor, considerado instável desde sua implementação. Apenas alguns dias antes, na terça-feira, ataques israelenses mataram mais de 100 palestinos em um único dia, no episódio mais letal desde que o acordo foi firmado . Um alto diplomata do Catar, país mediador, já havia alertado sobre o risco de Gaza entrar em um limbo perigoso de "nem guerra, nem paz" .
No mesmo dia, 30 corpos de palestinos que estavam detidos por Israel foram devolvidos à Gaza através do Comitê Internacional da Cruz Vermelha. De acordo com o Ministério da Saúde palestino, este último grupo eleva para 225 o total de corpos recebidos no âmbito do acordo de troca de prisioneiros e capturados. Relatos médicos indicam que muitos dos corpos devolvidos em handovers anteriores apresentavam sinais de tortura, como estarem vendados e algemados, decompostos, queimados ou com membros e dentes faltando .
Em um gesto relacionado, as autoridades em Gaza realizaram enterros coletivos para dezenas de corpos que não puderam ser identificados. Os restos mortais, envoltos em mortalhas brancas e marcados com números, foram transportados em ambulânças para um cemitério na região, em uma cerimônia que contou com a participação de profissionais de saúde e representantes humanitários .
O acordo de cessar-fogo, intermediado pelos Estados Unidos, prevê não apenas a troca de prisioneiros e a devolução de corpos, mas também a retirada parcial das tropas israelenses de centros urbanos de Gaza. No entanto, a entrada de ajuda humanítica no enclave continua severamente restrita, aprofundando uma crise humanitária na região onde a fome já havia sido declarada anteriormente .
Com informações de: Al Jazeera, The Guardian, Notícias ao Minuto, CNN. ■