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A polícia londrina prendeu cerca de 900 pessoas durante uma manifestação no último sábado, 6 de setembro, em frente ao Parlamento. Os manifestantes protestavam contra a decisão do governo britânico de considerar a organização Palestine Action como grupo terrorista, dois meses antes.
A grande maioria dos detidos, 857 pessoas, foi acusada sob a Lei de Terrorismo por apoiar publicamente uma organização proscrita. Outras 33 foram detidas por outros delitos, incluindo 17 por agressão a agentes.
O grupo "Defend Our Juries", que organizou o ato, afirmou que 1.500 pessoas participaram da manifestação, sentando-se e erguendo cartazes com os dizeres: "Me oponho ao genocídio, apoio a Palestine Action". A proibição do grupo torna crime seu apoio público, com pena de até 14 anos de prisão.
Em Oslo, na Noruega, cerca de 1.000 manifestantes pró-Palestina marcharam até o estádio Ullevaal no sábado, 11 de outubro, antes da partida de qualificação para a Copa do Mundo entre Noruega e Israel.
A manifestação, que teve bengalas e bandeiras, foi descrita como pacífica. Os protestos continuaram do lado de fora mesmo após o início da partida, e uma bandeira palestina foi aberta dentro do estádio, acompanhada de um cartaz que pedia "Deixem as Crianças Viverem".
Em Milão, estima-se que 100 mil pessoas foram às ruas em uma passeata que percorreu a parte nordeste da cidade. Os manifestantes, que incluíam estudantes, idosos e adultos com crianças, carregavam bandeiras palestinas, lenços do tipo keffiyeh e cartazes de apoio à causa. A faixa que abria o protesto trazia a mensagem: "Palestina livre, parem a máquina bélica". Um dos oradores, questionado sobre o ataque de 7 de outubro de 2023, defendeu a manifestação ao argumentar: "Quando os jornalistas me perguntam se condeno o 07 de outubro, respondo perguntando se condenam todos os anos de ocupação". O ato foi marcado por tensão quando parte do grupo bloqueou o acesso a uma rodovia e lançou objetos contra policiais, que revidaram com gás lacrimogêneo.
Em Bolonha, os manifestantes lembraram as flotilhas humanitárias, missões interceptadas por Israel em águas internacionais. A cidade, no entanto, também foi palco de decisão contrária a protestos: as autoridades locais proibiram uma manifestação que pretendia celebrar o aniversário do ataque de 7 de outubro. O autarca de Bolonha, Matteo Lepore, classificou a demonstração como "vergonhosa" por "sair às ruas a exaltar os atos terroristas".
Na cidade de Turim, os manifestantes valorizaram o acordo de cessar-fogo então em vigor, mas reconheceram suas contradições. Uma declaração divulgada no ato destacou: "Sabemos das contradições que existem nesta paz, mas ainda assim é uma grande vitória para a resistência palestiniana. Piemonte sabe de que lado está. Palestina livre". A cidade já havia registrado protestos anteriores, como um ato não autorizado no final de setembro que partiu da praça Crispi em direção ao aeroporto, com o objetivo de bloquear acessos.
Os protestos ocorrem em um contexto de forte debate político na Itália sobre a questão palestina. Pesquisas recentes indicam que a maioria dos italianos apoia o reconhecimento do Estado da Palestina. O governo da primeira-ministra Giorgia Meloni, no entanto, mantém-se como um tradicional apoiador de Israel na Europa e tem se recusado a seguir o exemplo de nações como França e Reino Unido no reconhecimento do Estado palestino. Muitos dos manifestantes protestavam também contra o governo italiano, visto como cúmplice de Israel.
As manifestações foram potencializadas por uma greve geral convocada por centrais sindicais, que paralisou serviços de transporte ferroviário, aeroportos, escolas e até a transmissão do canal de notícias da emissora pública RAI. Trabalhadores portuários em cidades como Gênova, Livorno e Trieste bloquearam acessos a portos, afirmando buscar impedir que a Itália seja usada como ponto de parada para a transferência de armas para Israel.
Com informações de AP News, US News, Folha, CNN Brasil, Observador, Agência Brasil, O Globo. ■