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A Polícia Metropolitana de Londres prendeu 175 pessoas durante um protesto silencioso realizado neste sábado em Trafalgar Square, em apoio à organização proscrita Palestine Action. O ato foi convocado pelo grupo Defend Our Juries, e os participantes sentaram-se silenciosamente na praça segurando cartazes.
Os arrestos ocorreram porque a Palestine Action foi recentemente classificada pelo governo britânico como uma organização terrorista. Segurar placas ou manifestar apoio ao grupo tornou-se, portanto, um crime sob a Lei do Terrorismo, com pena máxima de 14 anos de prisão . A primeira prisão foi registrada pouco depois das 13h, quando os manifestantes começaram a escrever seus cartazes.
Além das prisões na praça principal, a polícia confirmou a detenção de outras seis pessoas após uma faixa em apoio à Palestine Action ser estendida na Ponte de Westminster. O objeto foi rapidamente removido.
O protesto aconteceu em um momento de alta tensão no país, apenas dois dias após um ataque terrorista contra uma sinagoga em Manchester, que resultou em duas mortes. O primeiro-ministro Keir Starmer havia pedido publicamente que o protesto fosse cancelado para "respeitar o luto dos judeus britânicos", qualificando o momento como um "período de luto, não para aumentar as tensões".
Os organizadores, no entanto, defenderam a manutenção do ato. Zoe Cohen, uma apoiadora do Defend Our Juries que é judia, argumentou que cancelar o protesto seria "deixar o terror vencer". Ela afirmou que aqueles que pediam o cancelamento estavam "confundindo perigosamente as ações do Estado de Israel com todos os judeus".
O clima no local, segundo relatos, foi de resistência pacífica. Um casal de Buckinghamshire, Larry e Sue, conseguiu evitar a detenção usando um cartaz que dizia "Plasticine Action" – uma alteração de grafia que mudava completamente o significado e confundiu um policial disléxico.
A federação que representa os policiais metropolitanos tem alertado sobre o esgotamento das forças. Paula Dodds, presidente da Federação da Polícia Metropolitana, disse que os policiais estão "emocionalmente e fisicamente exaustos" por terem de gerar os protestos constantes, que desviam recursos de outras prioridades de segurança.
Enquanto isso, em outras partes da Europa, também foram registrados grandes protestos pela Palestina neste fim de semana, incluindo manifestações em Barcelona, Roma, Lisboa e Dublin.
Com informações de: The Guardian, Al Jazeera, The New York Times, Truthout. ■