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Um bombardeio israelense contra um complexo de imprensa em Sanaa, capital do Iêmen, resultou na morte de 31 jornalistas na semana passada. O ataque alvejou edifÃcios que abrigavam os jornais 26 de Septiembre e Al Yemen é considerado a maior massacre de profissionais de mÃdia em um único incidente desde o caso de Ampatuan (Filipinas) em 2009.
Segundo autoridades Houthis (também conhecidos como Ansar Allah), que controlam a capital iemenita, os jornalistas estavam em suas redações quando os mÃsseis atingiram os edifÃcios. Centenas de pessoas participaram dos funerais das vÃtimas na terça-feira (16 de setembro), realizados sob fortes chuvas que assolam a região. Caixões cobertos com bandeiras iemenitas foram transportados sob honras militares, enquanto multidões se reuniam em mesquitas para orações.
O ataque ocorreu no contexto de uma escalada militar entre Israel e os Houthis. O grupo iemenita, apoiado pelo Irã, tem lançado mÃsseis e drones contra Israel em solidariedade à causa palestina, incluindo um mÃssil balÃstico com bomba de fragmentação disparado em agosto de 2025. Israel respondeu com uma série de ataques aéreos atingindo os Houthis no Iêmen, incluindo infraestrutura militar e de comunicação.
Organizações internacionais reagiram com alarme:
Este massacre ocorre em um contexto de crescente repressão à imprensa no Iêmen. Segundo a Repórteres Sem Fronteiras (RSF), jornalistas no paÃs enfrentam ameaças de todos os lados:
O Iêmen ocupa a 154ª posição entre 180 paÃses no Ranking Mundial de Liberdade de Imprensa de 2025 da RSF, com um indicador de segurança de apenas 26,15 (em 100). O ambiente é descrito como altamente polarizado, com a mÃdia forced a se alinhar aos poderes regionais em vigor.
O bombardeio a edifÃcios civis e midiáticos pode violar o Direito Internacional Humanitário, que protege jornalistas e civis em conflitos. A ONU tem pedido repetidamente pela desescalação das tensões no Iêmen, alertando que o paÃs não pode se tornar um campo de batalha de um conflito geopolÃtico.
Com informações de: Euronews, UNMAS UNO, MediaTalks UOL, Repórteres Sem Fronteiras (RSF), El PaÃs. ■