Siga nossas redes sociais | ![]() | Siga nossos canais |
O Exército do Irã emitiu um alerta direto aos Estados Unidos e Israel nesta sexta-feira (20), ameaçando perseguir oficiais, comandantes e soldados dos dois países “até em seus locais de férias”. A declaração do porta-voz militar Abolfazl Shekarchi, veiculada pela televisão estatal iraniana, representa uma nova escalada na retórica entre as nações em meio à guerra declarada que começou em 28 de fevereiro.
“Estamos de olho em seus oficiais e comandantes covardes, pilotos e soldados malignos”, afirmou Shekarchi, citado pela agência de notícias estatal Tasnim. “De agora em diante, com base nas informações que possuímos sobre vocês, resorts, centros turísticos e locais de entretenimento ao redor do mundo também não serão seguros para vocês”.
As ameaças ocorrem em um momento de intensificação das hostilidades. Desde o início da ofensiva conjunta dos EUA e Israel contra o regime dos aiatolás, diversas lideranças iranianas foram mortas, incluindo:
A retórica do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei (filho do antigo líder), também endureceu o tom. Em comunicado endereçado ao presidente iraniano, ele pediu que o regime “retire a segurança dos inimigos internos e externos”, estabelecendo a base para a resposta militar prometida.
O cenário de guerra aberta já provocou não apenas ataques diretos, mas também a utilização de armas econômicas. O Irã tem atacado infraestruturas de gás natural e petróleo no Oriente Médio, pressionando os mercados globais. Enquanto isso, as forças iranianas prometem usar informações detalhadas para atingir alvos inimigos fora do território iraniano, expandindo o conflito para uma dimensão global de caça a autoridades.
Analistas apontam que a promessa de “caçar” militares inimigos em pontos turísticos representa uma mudança tática no conflito, sugerindo que Teerã pode recorrer a operações no exterior caso os ataques dos EUA e Israel contra sua estrutura de poder continuem.
Com informações de AFP, UOL, CartaCapital, O Tempo, CNN Brasil, Veja, Observador, Itatiaia, Correio do Povo ■