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Trump chama aliados da Otan de covardes e diz que irá se lembrar da recusa
Presidente americano afirmou que, sem os EUA, a aliança militar é um "tigre de papel" em meio à guerra contra o Irã
America do Norte
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■   Bernardo Cahue, 20/03/2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a atacar os aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) nesta sexta-feira (20), em meio às tensões no Oriente Médio. Em publicações na rede social Truth Social, Trump classificou os parceiros da aliança como "covardes" e afirmou que "vai se lembrar" da recusa em ajudar os EUA a reabrir o Estreito de Hormuz, uma via marítima crucial para o escoamento do petróleo global.

As declarações ocorrem no contexto da guerra entre EUA e Israel contra o Irã, que já dura semanas. De acordo com Trump, os países europeus não quiseram se envolver na luta para conter o programa nuclear iraniano, mas agora reclamam da alta nos preços dos combustíveis, que ele atribui ao fechamento do estreito pelas forças iranianas.

"Sem os EUA, a Otan é um tigre de papel. Eles não quiseram se juntar à luta para deter um Irã com armas nucleares. Agora que essa luta foi vencida militarmente, com muito pouco perigo para eles, reclamam dos altos preços do petróleo", escreveu Trump em uma das postagens.

O presidente americano foi enfático ao cobrar uma posição mais ativa da aliança militar:

  • Críticas diretas: "Covardes, e nós nos lembraremos! Tão fácil para eles fazerem [a operação], com tão pouco risco", disse Trump, referindo-se à recusa dos aliados em participar de uma "simples manobra militar" para liberar a passagem em Hormuz.
  • Ruptura com aliados: O presidente já havia declarado nesta semana que os EUA "não precisam mais" da ajuda dos países da Otan, do Japão, da Austrália e da Coreia do Sul, após a maioria ter negado o pedido inicial de apoio.
  • Contraponto europeu: Apesar das críticas, no dia anterior (19), seis países — Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Japão e Países Baixos — divulgaram um comunicado conjunto se declarando "dispostos a contribuir" para os esforços de garantir a segurança da passagem pelo Estreito de Hormuz.

O Estreito de Hormuz é uma passagem estratégica localizada entre o Irã e Omã, por onde transitam cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito consumidos no mundo. Desde o início dos ataques americanos e israelenses em 28 de fevereiro, o Irã fechou a via em represália, o que gerou um choque no abastecimento global e elevou o preço do barril de petróleo para mais de US$ 110 dólares.

A alta de preços impactou diretamente a economia americana, afetando a agenda de "acessibilidade" promovida por Trump. A Casa Branca, no entanto, mantém a postura de que a prioridade é impedir que o Irã tenha armas nucleares, minimizando os efeitos econômicos do conflito.

Enquanto isso, o novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, defendeu a manutenção do bloqueio da rota enquanto durarem os ataques dos EUA e de Israel ao território iraniano.

Com informações de UOL Notícias, Agence France-Presse (AFP), CBN, The Hill, Mediaite e Xinhua.

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