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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou duras críticas contra os aliados da Otan nesta semana, acusando a aliança de cometer um "erro insensato" ao se recusar a participar das operações militares americanas e israelenses contra o Irã. A guerra, que já dura três semanas, tem como um de seus principais focos a segurança do Estreito de Ormuz, uma rota crucial por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial.
Em uma série de declarações na rede Truth Social e na Sala Oval, Trump afirmou que a maioria dos aliados da Otan sinalizou que não deseja se envolver no conflito. "Acho que a Otan está cometendo um erro muito insensato", declarou o presidente, classificando a situação como um "grande teste" para a aliança. Apesar do tom de indignação, Trump minimizou a necessidade de apoio externo:
"Não precisamos de muita ajuda. Não precisamos de ajuda alguma. Por causa do fato de termos tido tanto sucesso militar, não precisamos mais ou desejamos a assistência dos países da Otan — NÓS NUNCA PRECISAMOS!".
A insatisfação de Trump não se limitou à Otan. Ele também citou a recusa de países como Japão, Austrália e Coreia do Sul em se envolver e reservou críticas mais duras para líderes europeus específicos.
A resposta europeia foi rápida e enfática. A chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, declarou: "Esta não é a guerra da Europa. Nós não começamos a guerra. Não fomos consultados." O ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, ecoou o sentimento: "Esta não é a nossa guerra, não a começamos". Para os europeus, a falta de um plano claro e a ausência de consulta prévia são os principais motivos para a não participação. O chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou que "não há um plano convincente de como esta operação poderia ter sucesso".
Apesar da retórica de que não precisa de ajuda, o governo Trump, por meio do Departamento de Estado, intensificou esforços diplomáticos para isolar o Irã. Um telegrama enviado a missões diplomáticas solicita que outros países designem a Guarda Revolucionária Iraniana e o Hezbollah como organizações terroristas, uma medida que implicaria sanções.
Internamente, a guerra também gerou baixas no alto escalão. O diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo, Joe Kent, renunciou ao cargo, declarando em sua carta de demissão que "o Irã não representava uma ameaça iminente à nossa nação, e é claro que começamos esta guerra devido à pressão de Israel e de seu poderoso lobby americano". Trump rebateu, afirmando que "sempre achou que ele (Kent) era fraco em segurança".
Em meio ao impasse, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o objetivo é enfraquecer o regime iraniano "na esperança de dar ao povo iraniano a oportunidade de removê-lo". Enquanto isso, o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, rejeitou qualquer plano de cessar-fogo, indicando que não é "o momento certo para a paz até que os Estados Unidos e Israel sejam derrubados, aceitem a derrota e paguem compensação".
A crise no Estreito de Ormuz já causou a morte de civis na região, interrompeu o fluxo de navios petroleiros e elevou os preços globais da energia, com os EUA realizando novos bombardeios contra sites de mísseis iranianos na costa.
Com informações de BBC News, The New York Times, Stars and Stripes, The Associated Press, Reuters, Anadolu Agency ■