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Uma alta autoridade iraniana informou à CNN que o Irã está considerando permitir a passagem de um número limitado de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, desde que a carga de petróleo seja negociada em yuan chinês. A possível medida faz parte de um novo plano de Teerã para gerenciar o fluxo de navios na região, enquanto o país enfrenta um conflito aberto com Estados Unidos e Israel.
O estreito, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, é uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. Em condições normais, cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito (GNL) global transitam por seus 33 quilômetros de largura no ponto mais estreito, vindos de países como Arábia Saudita, Iraque, Emirados Árabes Unidos e Catar. A interrupção ou restrição seletiva do tráfego, portanto, tem impacto imediato sobre os preços internacionais da energia e a segurança energética de diversos países.
Desde o início dos ataques norte-americanos e israelenses em 28 de fevereiro de 2026, o cenário na região se deteriorou rapidamente. O Irã chegou a anunciar o fechamento total da via e ameaçou "incendiar" navios que tentassem atravessar. Dados de inteligência marítima confirmam a instalação de minas navais e ataques a embarcações, reduzindo drasticamente o tráfego de petroleiros não iranianos. No entanto, a mesma fonte revelou à CNN que a reabertura seletiva está sendo estudada sob a nova condição financeira.
PONTOS-CHAVE DA PROPOSTA E SEU CONTEXTO:
A iniciativa, se formalizada, pode criar um mercado de petróleo bifurcado: um fluxo de barris denominados em yuan, passando por Ormuz sob proteção iraniana, e outro, em dólares, forçado a rotas mais longas e custosas. Analistas ouvidos pelo South China Morning Post alertam para os desafios de implementação e o risco de aumentar ainda mais as tensões entre China e EUA. O secretário-geral adjunto da ONU para Assuntos Humanitários, Tom Fletcher, já havia alertado que qualquer restrição no estreito teria um "impacto imenso" nos esforços humanitários, encarecendo alimentos e medicamentos.
Os países mais dependentes dessa rota, além do Irã, incluem:
O presidente dos EUA, Donald Trump, já exigiu a retirada imediata das minas navais e ameaçou consequências militares, enquanto os preços do petróleo dispararam, atingindo picos não vistos nos últimos anos. Até o momento, a Casa Branca não comentou oficialmente a proposta de vinculação ao yuan.
Com informações de CNN Brasil, BBC News Brasil, South China Morning Post, CNBC, Reuters (via G1), Infomoney, Monitor do Oriente ■