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Irã adverte que guerra 'se ampliará' se outros países intervirem no conflito
Chanceler iraniano faz alerta após apelo de Trump por operação internacional no Estreito de Ormuz; conflito completa terceira semana com risco de expansão regional
Oriente-Medio
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■   Bernardo Cahue, 16/03/2026

O governo do Irã emitiu um alerta neste domingo (15) de que qualquer intervenção de outras nações no atual conflito no Oriente Médio resultará em uma "escalada" e na ampliação do teatro de guerra. A advertência foi feita pelo ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, em resposta ao apelo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que propôs uma operação naval internacional para garantir a segurança no Estreito de Ormuz.

"Esta guerra terminará quando tivermos certeza de que não se repetirá", declarou Araghchi, instando os países vizinhos a "expulsarem os agressores estrangeiros" e a "se absterem de qualquer ação que pudesse levar a uma escalada". O chanceler afirmou ainda possuir "amplas evidências" de que bases dos EUA no Oriente Médio, especificamente nos Emirados Árabes Unidos, foram utilizadas para atacar o território iraniano.

O contexto do alerta ocorre em meio à intensificação dos combates desde 28 de fevereiro, quando ataques de EUA e Israel resultaram na morte do líder supremo Ali Khamenei. Seu sucessor, Mojtaba Khamenei, já havia prometido manter o bloqueio no Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de um quinto do petróleo mundial, como "instrumento de pressão".

Paralelamente, crescem os temores de uma crise econômica global devido à disparada nos preços do petróleo, que ultrapassaram a barreira dos US$ 100 por barril. A Agência Internacional de Energia (AIE) classificou a situação como uma potencial "maior interrupção do abastecimento" da história do setor. Como resposta, os países membros da AIE anunciaram a liberação de reservas estratégicas para acalmar os mercados.

No campo de batalha, a retórica permanece acirrada. Enquanto o Pentágono afirma ter atingido mais de 15 mil alvos no Irã, a Guarda Revolucionária iraniana ameaça "reduzir a cinzas" instalações petrolíferas ligadas aos EUA na região, caso Washington ataque sua infraestrutura na ilha de Kharg. Em um movimento incomum, o grupo palestino Hamas, aliado de Teerã, apelou para que o Irã cesse os ataques contra países vizinhos do Golfo, reafirmando, no entanto, o direito de Teerã de responder à "agressão".

O secretário-geral da ONU, António Guterres, que está em visita ao Líbano, fez um apelo urgente pelo fim das hostilidades. "Parem os confrontos, parem os bombardeamentos, não há solução militar. Apenas diplomacia, diálogo e a aplicação integral da Carta das Nações Unidas", afirmou.

Desdobramentos recentes do conflito:

  • O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que a guerra contra o Irã entrou em "uma fase decisiva" e que só o povo iraniano pode derrubar o regime [citation:9].
  • A França registrou a primeira baixa militar em suas tropas na região, com a morte de um soldado em um ataque em Erbil, no Iraque, reivindicado por um grupo armado pró-Irã [citation:8].
  • O Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR) informou que até 3,2 milhões de pessoas foram deslocadas internamente no Irã devido aos conflitos [citation:1].
  • Os ataques com drones e mísseis continuam a atingir países do Golfo, incluindo Arábia Saudita, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, forçando o fechamento de embaixadas americanas na região.

Com informações de Folha de S.Paulo, BBC News Brasil, G1, DW, AFP, Reuters ■

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