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Trump exige que 'cerca de 7' países se juntem para patrulhar Estreito de Ormuz e ameaça aliados
Presidente americano afirma que nações dependentes do petróleo da região devem proteger a via marítima; coalizão ainda não tem compromissos firmes
America do Norte
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■   Bernardo Cahue, 16/03/2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou no último domingo (15) que está exigindo que um grupo de aproximadamente sete países, fortemente dependentes do petróleo do Oriente Médio, enviem navios de guerra para ajudar a patrulhar e manter aberto o Estreito de Ormuz. A afirmação foi feita a bordo do Força Aérea Um, durante seu retorno a Washington.

"Estou exigindo que esses países venham e protejam seu próprio território, porque é o território deles", disse Trump, referindo-se à via marítima pela qual passa cerca de um quinto do petróleo mundial. O presidente argumentou que os EUA dependem muito pouco do petróleo da região (cerca de 1%), diferentemente de nações como a China, que, segundo ele, obtém 90% do seu petróleo através do estreito.

Trump não revelou os nomes dos países que estão sendo negociados, mas veículos de imprensa apontam que a administração americana tem feito apelos a nações como:

  • China
  • Japão
  • Coreia do Sul
  • Reino Unido
  • França

O presidente também endureceu o tom contra a Otan, sugerindo que a aliança terá um futuro "muito ruim" se não ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz. Em entrevista ao Financial Times, Trump afirmou que a falta de resposta ou uma resposta negativa seria negativa para o futuro da organização.

Reação internacional e ausência de compromissos

Apesar da pressão de Trump, até o momento nenhum país se comprometeu formalmente com o envio de embarcações, principalmente devido aos riscos envolvidos no conflito em curso com o Irã. A seguir, as principais reações:

  • Japão e Austrália: Negaram planos de enviar navios de escolta.
  • Reino Unido: O primeiro-ministro Keir Starmer discutiu a importância de reabrir a via, mas, segundo Trump, recusou-se inicialmente a colocar porta-aviões britânicos "em perigo".
  • Coreia do Sul: O ministério das Relações Exteriores afirmou que "tomou nota" do pedido e que irá "avaliar cuidadosamente" a situação em coordenação com os EUA.
  • China: Um porta-voz da embaixada chinesa nos EUA declarou que "todas as partes têm a responsabilidade de garantir um suprimento de energia estável e sem interrupções" e que Pequim reforçará a comunicação para desescalar a tensão.
  • França: O país indicou que está trabalhando em uma possível missão internacional, mas que ela deve ocorrer quando "as circunstâncias permitirem", ou seja, quando os combates cessarem.
  • Alemanha: O vice-presidente do grupo parlamentar da União Democrata-Cristã, Johann Wadephul, foi direto: "Seremos em breve uma parte ativa deste conflito? Não.".

Posição do Irã

Em contrapartida, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou à CBS que "vários países" têm procurado o Irã para garantir a passagem segura de suas embarcações. Segundo ele, a permissão para a passagem é uma decisão militar e um grupo de navios de "diferentes países" já foi autorizado a transitar. Araghchi reiterou que o estreito está aberto a todos, exceto aos Estados Unidos e seus aliados, descartando negociações com Washington para encerrar o conflito.

A escalada do conflito e a instabilidade na região já causam impacto nos preços do petróleo, que dispararam, gerando pressão econômica global e levando a Agência Internacional de Energia a anunciar a liberação de estoques de emergência na "maior da história".

Com informações de Rti Central News, Xinhua, ANI News, DW, Associated Press (via WGN-TV e Dallas News), Arab News, ABP Live ■

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