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Uma investigação publicada pelo jornal Financial Times neste domingo (1º de março de 2026) detalha a complexa operação de inteligência que resultou no assassinato do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em um ataque aéreo realizado no sábado (28) em Teerã. De acordo com fontes anônimas da inteligência israelense ouvidas pelo veículo, a ação foi o ápice de um plano de anos que combinou espionagem cibernética, tecnologia de ponta e fontes humanas.
O ponto central da vigilância foi o comprometimento da infraestrutura urbana de Teerã. Segundo o relatório, Israel teria hackeado quase todas as câmeras de trânsito da capital iraniana anos antes do ataque. As imagens eram criptografadas e transmitidas em tempo real para servidores em Israel, permitindo que analistas monitorassem cada movimento da equipe de segurança e dos motoristas que circulavam nas proximidades do complexo fortificado de Khamenei, localizado na Rua Pasteur.
A partir dessas imagens e do cruzamento com outros dados, os serviços de inteligência construíram um detalhado "padrão de vida" não apenas do líder, mas de seus guarda-costas e assessores próximos. Os principais métodos empregados na fase de coleta de inteligência foram:
Com a inteligência confirmando que o líder de 86 anos estaria em seu escritório naquela manhã, a operação militar foi desencadeada. Aviões israelenses lançaram de 20 a 30 mísseis de precisão contra o complexo. A escolha do horário diurno, segundo o relatório, foi uma decisão calculada para obter surpresa tática, já que Khamenei não estava em um de seus bunkers subterrâneos fortificados, que seriam resistentes às munições usadas.
O Financial Times destaca que, embora a tecnologia tenha sido crucial, a decisão de executar o ataque foi essencialmente política. A avaliação era de que agir antes de uma guerra em grande escala forçaria os líderes iranianos a se esconderem, tornando a missão exponencialmente mais difícil.
A reportagem conclui que muitos detalhes operacionais permanecem confidenciais para proteger fontes e métodos ainda em uso, mas a operação expõe um nível de infiltração nos mais altos escalões da República Islâmica do Irã sem precedentes.
Com informações de Financial Times, Khaama Press, Agenzia Nova, Gazeta Express, Vijesti, RT, India.com, LiberoReporter, Charter 97 ■