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Irã ameaça incendiar navios no Estreito de Ormuz
Guarda Revolucionária anuncia bloqueio e atinge embarcações; tensão dispara preço do petróleo
Oriente-Medio
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■   Bernardo Cahue, 02/03/2026

Em uma escalada significativa do conflito no Oriente Médio, um comandante da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) anunciou nesta segunda-feira (02/03/2026) o fechamento do Estreito de Ormuz. A autoridade iraniana alertou que qualquer embarcação que tentar transitar pela via será incendiada. A medida é uma retaliação direta aos ataques realizados por Estados Unidos e Israel no último sábado, que resultaram na morte do líder supremo iraniano, Aiatolá Ali Khamenei, e de outros altos oficiais.

Desde o anúncio, a região registra ataques a embarcações. O IRGC reivindicou a responsabilidade por atingir três navios-tanque no Golfo e no Estreito de Ormuz, incluindo o Athe Nova, de bandeira hondurenha, que foi incendiado. O governo iraniano também afirma ter alvejado instalações militares dos EUA no Kuwait e no Bahrein. De acordo com a agência marítima britânica UKMTO, pelo menos três embarcações foram atingidas por "projéteis não identificados" na costa de Omã e dos Emirados Árabes Unidos.

Imagens de satélite obtidas pela agência The War Zone mostram danos extensos na base naval iraniana de Bandar Abbas, um ponto estratégico para o controle do estreito. A base, que abriga a sede da marinha iraniana, foi atingida por ataques, e o navio-base IRINS Makran foi visto em chamas. O Comando Central dos EUA (CENTCOM) afirma ter destruído 11 navios iranianos no Golfo de Omã como parte da operação, que já atingiu mais de 1.250 alvos no Irã. O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que a "aniquilação" da marinha iraniana é um objetivo central do conflito.

O fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo e 1/5 do gás natural liquefeito, provocou um choque imediato nos mercados globais. O preço do petróleo Brent disparou, subindo 13% e atingindo a máxima de 14 meses. O temor é de um desabastecimento prolongado, com analistas alertando que os preços podem superar os US$ 100 por barril caso a crise persista.

O impacto logístico já é severo, com centenas de navios presos ou à deriva nas proximidades do estreito. De acordo com a agência Arab Times, cerca de 750 embarcações, incluindo 100 porta-contêineres, estão acumuladas na região. Como consequência, as principais empresas de navegação do mundo, incluindo Maersk, Mediterranean Shipping Company (MSC), Hapag-Lloyd e CMA CGM, suspenderam todas as travessias pelo Estreito de Ormuz e estão desviando suas rotas para evitar a área de conflito.

Em resumo, a situação atual é a seguinte:

  • Fechamento: O Irã declarou o Estreito de Ormuz fechado e promete atacar qualquer navio que tente passar.
  • Ataques a navios: Pelo menos seis embarcações foram atingidas nos últimos dias, incluindo navios-tanque e um navio de guerra iraniano.
  • Impacto no petróleo: O preço do barril disparou e o mercado teme uma crise de abastecimento global.
  • Navegação paralisada: Gigantes do setor de transporte marítimo suspenderam as operações na região, deixando centenas de navios retidos.

Com informações de The War Zone, Reuters, Central News Agency (CNA), Tempo.co, The Week, Agenzia Nova, Arab Times, Dunya News, NDTV, The Guardian, Daily Sabah ■

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