Siga nossas redes sociais
Logo     
Siga nossos canais
   
Chefe da Guarda Revolucionária e alto assessor de Khamenei estão mortos
Operação coordenada por EUA e Israel atinge coração do poder em Teerã, segundo informa TB estatal iraniana; regime promete resposta dura enquanto tensão regional atinge ponto crítico
Oriente-Medio
Foto: https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2025/06/2025-06-13T022626Z_1641628925_RC22JY9YJCJB_RTRMADP_3_IRAN-NUCLEAR-STRIKE-CHIEF.jpg?fit=1280%2C853&quality=50&strip=all
Compartilhar:
■   Bernardo Cahue, 01/03/2026

A República Islâmica do Irã amanheceu em estado de choque neste domingo, 1º de março de 2026, com a confirmação da morte do chefe da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e de um alto assessor de segurança do aiatolá Ali Khamenei, resultado de uma operação militar conjunta dos Estados Unidos e de Israel, conforme noticiou a imprensa estatal iraniana. O ataque, que visa o coração do aparato de segurança do regime, representa uma escalada sem precedentes no conflito de baixa intensidade que envolve as potências ocidentais e o Irã.

A informação foi inicialmente divulgada pela agência de notícias estatal iraniana, que confirmou a morte das duas figuras proeminentes, mas sem fornecer detalhes imediatos sobre o local exato ou o método do ataque. Fontes não confirmadas sugerem que alvos em Teerã e arredores foram atingidos, com um dos primeiros relatos indicando explosões nas proximidades do complexo onde residiria o líder supremo, Aiatolá Ali Khamenei. Até o momento, Khamenei não apareceu em público, e seu paradeiro é desconhecido, alimentando especulações sobre a profundidade do ataque.

O Impacto Imediato no Comando Iraniano
A morte do comandante da Guarda Revolucionária representa um golpe tático e simbólico profundo. A IRGC não é apenas uma força militar, mas um pilar do regime, responsável por:

  • Segurança Interna: A Guarda, por meio de sua força voluntária Basij, tem sido o principal instrumento de repressão a protestos e de manutenção do controle social, especialmente durante os levantes que eclodiram no final de dezembro de 2025.
  • Programa Estratégico: Detém o controle exclusivo sobre o programa de mísseis balísticos do Irã e sobre a infraestrutura nuclear, sendo a linha de frente de qualquer confronto direto.
  • Poder Econômico: Através de seu império empresarial, incluindo a gigante da construção Khatam al-Anbia, a Guarda controla setores vitais da economia iraniana, o que torna sua liderança essencial para a estabilidade do regime.

O alto assessor de segurança morto, cuja identidade não foi revelada de imediato pela mídia estatal, atuava na camada de comando mais próxima ao líder supremo, sendo peça-chave na formulação da doutrina de segurança nacional e na coordenação com grupos proxy na região, como o Hezbollah e as milícias no Iraque e Síria.

Contexto de Tensão Prévia
O ataque ocorre em um momento de altíssima tensão, após semanas de ameaças mútuas e movimentações militares. O cenário que antecedeu o ataque incluía:

  1. Designação Terrorista: A União Europeia havia listado a Guarda Revolucionária como organização terrorista em janeiro, em resposta à repressão violenta de protestos que, segundo ativistas, já havia matado mais de 6.700 pessoas. Os EUA já haviam feito o mesmo em 2019.
  2. Ameaças e Mobilização: O presidente dos EUA, Donald Trump, havia intensificado a retórica contra Teerã, posicionando o porta-aviões USS Abraham Lincoln e contratorpedeiros no Mar da Arábia, enquanto o líder supremo do Irã alertava que qualquer ataque dos EUA desencadearia uma "guerra regional".
  3. Retaliação Diplomática: Em resposta às sanções europeias, o parlamento iraniano havia aprovado uma lei considerando "terroristas" as forças militares da União Europeia.

Reações e Próximos Passos
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, teria alertado anteriormente que o líder supremo do Irã poderia ser um alvo, sugerindo que sua remoção poderia derrubar a liderança de Teerã. Com a morte efetiva do chefe da Guarda, a análise atual é de que, embora o regime não deva cair imediatamente, a perda de figuras tão centrais pode causar paralisia decisória e disputas internas pelo poder nos primeiros momentos.

A resposta iraniana é aguardada com expectativa. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, que havia alertado dias antes que um conflito com os EUA seria "uma guerra devastadora", agora enfrenta o desafio de coordenar uma resposta que pode variar entre ataques cibernéticos, ações de seus proxies contra alvos americanos e israelenses na região, ou até mesmo tentativas de fechar o Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, uma ação que mergulharia a região em um conflito de proporções catastróficas.

Enquanto o mundo observa, a pergunta que fica é se este ataque cirúrgico será o ápice das tensões ou apenas o primeiro movimento de uma guerra aberta e devastadora no Oriente Médio.

Com informações de: Associated Press News (AP News) ■

Mais Notícias