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O secretário de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, Robert F. Kennedy Jr., voltou a gerar polêmica ao relembrar seu passado de dependência química com uma declaração explícita. Em entrevista ao podcast "This Past Weekend", do comediante Theo Von, RFK Jr. justificou sua falta de medo de contaminações durante a pandemia de Covid-19 com um argumento chocante: "Eu não tenho medo de germes. Eu costumava cheirar cocaína em vasos sanitários" .
Durante a conversa, que abordou a luta contra o vício e os grupos de apoio frequentados por ambos, o secretário explicou por que continuou participando de reuniões presenciais de recuperação mesmo durante os lockdowns. Para ele, o risco representado pela doença era menor do que o perigo de uma recaída. "Se eu não tratar [o vício], o que para mim significa ir a reuniões todos os dias, é simplesmente ruim para a minha vida", afirmou . A declaração busca ilustrar a prioridade que a sobriedade tem em sua rotina, mas rapidamente se tornou viral e reacendeu críticas sobre sua aptidão para comandar a pasta de saúde do país .
Kennedy, que já havia falado abertamente sobre os 14 anos em que conviveu com o vício em heroína, tem um histórico criminal ligado às drogas. O vício, segundo ele, tem raízes no trauma do assassinato de seu pai, Robert F. Kennedy, em 1968. Seu passado inclui duas prisões:
Apesar de estar em recuperação há mais de 40 anos e atribuir sua sobrevivência às reuniões diárias e à espiritualidade , a revelação sobre o uso de cocaína em condições extremas de higiene gerou forte repercussão negativa. A organização não-governamental Protect Our Care, crítica ferrenha do secretário, emitiu um comunicado contundente pedindo sua saída imediata do cargo. Apenas uma palavra foi usada pela entidade em reação à fala: "Resign" (Renuncie, em inglês) . Em comunicado anterior, a mesma ONG já havia classificado Kennedy como "a pessoa mais perigosa, despreparada e inadequada que já liderou uma agência federal tão importante" .
Parlamentares da oposição também se manifestaram. O deputado democrata Malcolm Kenyatta ironizou a situação em suas redes sociais: "Por algum motivo, não confio nesse cara em matéria de saúde pública" . As críticas somam-se a uma série de controvérsias que cercam o secretário, incluindo suas conhecidas teorias antivacina e sua postura cética em relação a medidas sanitárias consolidadas, o que, segundo especialistas, pode comprometer a confiança do público nas agências federais de saúde .
A declaração no podcast, embora pessoal e ligada ao seu processo de recuperação, é vista por analistas como mais um episódio que mina a credibilidade de um funcionário responsável por decisões que impactam diretamente a vida de milhões de americanos. Para seus apoiadores, a franqueza sobre o passado demonstra autenticidade; para os críticos, é a prova de um profundo despreparo .
Com informações de: G1, The Hill, Brasil Paralelo, PBS NewsHour, Infobae ■