Siga nossas redes sociais
Logo     
Siga nossos canais
   
Ghislaine Maxwell condiciona depoimento no Congresso americano a um indulto presidencial
Condenada a 20 anos por tráfico sexual, ex-companheira de Jeffrey Epstein desafia investigação legislativa sobre os abusos
America do Norte
Foto: https://admin.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2025/10/ghislaine-maxwell-tem-recurso-negado-pela-justica-dos-eua-e1759799528851.jpg?w=1200&h=900&crop=1
Compartilhar:
■   Bernardo Cahue, 09/02/2026

Advogados de Ghislaine Maxwell, condenada por crimes sexuais e por aliciar menores para o falecido financiador Jeffrey Epstein, informaram formalmente a uma comissão da Câmara dos Representantes dos EUA que ela se recusará a depor, a menos que receba um indulto presidencial. O pedido, direcionado ao então presidente Donald Trump, foi visto como uma manobra para evitar novas revelações públicas e consequências legais.

Maxwell foi condenada em dezembro de 2021 por crimes que incluem:

  • Tráfico sexual de menores
  • Transporte de menor com intenção de atividade sexual criminal
  • Três acusações relacionadas a conspiração

O contexto do caso mostra uma teia complexa de poder e abuso:

  1. Epstein mantinha uma rede de vítimas adolescentes, recrutadas para massagens sexuais em suas propriedades.
  2. Ghislaine Maxwell, sua ex-companheira e associada, era considerada peça fundamental para recrutar e preparar as vítimas.
  3. Após a morte de Epstein na prisão em 2019, a atenção das investigações recaiu totalmente sobre Maxwell.

A recusa em depor ocorre em meio a pressões de comitês do Congresso, como o Comitê de Supervisão da Câmara, que investigam a possibilidade de conluio ou falhas por parte de figuras poderosas e agências governamentais no caso Epstein. Especialistas legais apontam que a exigência de um indulto como moeda de troca é uma tática rara e agressiva, destinada a evitar que seu depoimento no Congresso seja usado contra ela em eventuais recursos ou novos processos judiciais.

A resposta dos parlamentares foi de forte rejeição. Membros democratas e republicanos do comitê qualificaram a exigência como "um insulto às vítimas" e uma tentativa de obstruir a justiça. A manobra também reacendeu debates sobre a relação entre Trump e Epstein, que foram socialmente próximos em um período, embora o ex-presidente nunca tenha sido acusado formalmente em relação aos crimes.

Com informações de: BBC Brasil, CNN Brasil, G1, UOL ■

Mais Notícias