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Em uma operação conjunta realizada na tarde de terça-feira, 3 de fevereiro, as autoridades da Estônia detiveram o navio cargueiro "Baltic Spirit" nas proximidades da ilha de Naissaar. A ação foi conduzida por uma força-tarefa que incluiu o Departamento Fiscal e Aduaneiro, um esquadrão policial especial (K-Commando) e a Marinha do país. Segundo comunicado divulgado pela emissora pública ERR, as autoridades têm "fundadas razões para crer que o navio poderia ser usado para contrabando".
A abordagem foi feita de forma ostensiva. Os agentes do K-Commando acessaram o convés do navio utilizando um helicóptero da polícia e uma embarcação rápida da Marinha, chamada "Raju". A operação contou ainda com o apoio do navio de guerra "Admiral Cowan" e de um barco-piloto. A tripulação de 23 marinheiros, todos de nacionalidade russa, não ofereceu resistência durante a interceptação.
O navio, que opera sob a bandeira das Bahamas e mede 188 metros de comprimento, realizava uma viagem do Equador para São Petersburgo, na Rússia. Ele havia entrado nas águas territoriais da Estônia com o propósito declarado de "reabastecimento de combustível" (bunkering) e estava ancorado em uma zona de espera oficial quando foi inspecionado. A Marinha da Estônia afirmou que o "Baltic Spirit" não integra a chamada "frota fantasma" usada para contornar sanções e não está sob qualquer restrição direta da União Europeia.
O comandante do K-Commando, Marek Aas, informou que a inteligência sobre o navio partiu do serviço aduaneiro. Após a detenção inicial na área de ancoragem, o navio será rebocado para um porto a fim de passar por uma vistoria mais minuciosa.
A detenção ocorre em um momento de tensão crescente nas relações bilaterais e na fronteira terrestre. A Guarda Federal de Fronteiras da Rússia relatou uma "operação instável do lado vizinho" no ponto de passagem de fronteira de Shumilkino, na região de Pskov. Desde 1º de fevereiro, o lado estoniano teria interrompido intermitentemente a aceitação de veículos vindos da Rússia, com apenas o primeiro carro sendo processado na manhã do dia 2. As autoridades russas afirmam que seu posto de fronteira opera normalmente.
A reação oficial russa ao incidente marítimo ainda não foi amplamente divulgada, mas o politólogo Alexander Nosovich, citado pela mídia, fez uma declaração inflamada, sugerindo que a Rússia deveria "dar um pontapé na Estônia" e "detê-la com um par de batalhões de fuzileiros navais".
Com informações de EADaily ■