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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou a pressão sobre Cuba em uma série de publicações em sua rede social Truth Social neste domingo (11). Ele compartilhou uma postagem de um usuário que sugeria que o secretário de Estado americano, Marco Rubio, poderia se tornar "presidente de Cuba" e respondeu com: "Parece bom para mim!" ("Sounds good to me!"). Em seguida, direcionou ameaças ao governo cubano, declarando o fim do envio de petróleo e dinheiro da Venezuela e sugerindo que Havana feche "um acordo" com Washington "antes que seja tarde demais".
As declarações de Trump estão diretamente ligadas à recente operação militar dos EUA que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro. Em suas postagens, Trump afirmou que Cuba viveu "por muitos anos" de grandes quantidades de petróleo e dinheiro da Venezuela, em troca da prestação de "serviços de segurança" para os governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro. Ele declarou que esse apoio chegou ao fim: "NÃO HAVERÁ MAIS PETRÓLEO OU DINHEIRO INDO PARA CUBA - ZERO!" [citation:1].
Essa dependência é um ponto crítico para a economia cubana. Dados indicam que, entre janeiro e novembro do ano passado, a Venezuela enviava em média 27.000 barris de petróleo por dia para a ilha, cobrindo cerca de 50% do déficit de petróleo do país. A interrupção desse fluxo, que já parece estar em curso desde a captura de Maduro, ameaça aprofundar a grave crise econômica que Cuba enfrenta.
O governo cubano respondeu com firmeza e defesa de sua soberania. O presidente Miguel Díaz-Canel escreveu na rede social X que "Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém nos diz o que fazer". Ele acrescentou que a ilha está "pronta para defender a pátria até a última gota de sangue" e atribuiu as dificuldades econômicas ao bloqueio comercial dos Estados Unidos.
O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, também rebateu as acusações, negando que Cuba tenha recebido "compensação monetária ou material" por serviços de segurança e reafirmando o direito do país de importar combustível de qualquer exportador.
A menção de Trump a Marco Rubio não foi aleatória. O secretário de Estado é uma figura central na política externa agressiva da administração Trump para a América Latina:
O próprio Rubio entrou no humor, brincando em uma rede social que não seria candidato a cargos no time de futebol Miami Dolphins porque seu foco está nos "eventos globais e nos preciosos arquivos dos Estados Unidos".
Trump não detalhou o que entende por um "acordo" com Cuba, deixando ambíguas suas exigências. Analistas sugerem que qualquer negociação provavelmente envolveria:
O momento é de extrema tensão. Relatórios de inteligência dos EUA reconhecem a situação econômica "drástica" de Cuba, mas não corroboram publicamente a afirmação de Trump de que o país está "pronto para cair". Enquanto isso, o deslocamento de navios de guerra americanos para perto da ilha e a paralisação do petróleo venezuelano criam um cenário de grande incerteza e potencial instabilidade para Cuba e a região.
Com informações de: The Guardian, El Nacional, Fox News, ARA, Independent, Newsweek, Antena3, The Telegraph, The New York Times■