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Operação no Complexo da Penha em 2010 com apoio do Exército deixou 39 mortos
Do total, 18 pessoas foram mortas em confronto no dia 25 de novembro, data da entrada dos blindados; número total divide dados em cinco dias de operação
Analise
Foto: https://extra.globo.com/incoming/5271857-c27-15c/w640h360-PROP/globo-5x80hrxz18814bdysfvc_originalGLOBO.jpg
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■   Bernardo Cahue, 29/10/2025

Uma das maiores operações de segurança pública do Rio de Janeiro completou mais de uma década com números de vítimas que retornam à discussão. A ação, iniciada em 25 de novembro de 2010 no Complexo da Penha, contou com o apoio das Forças Armadas e marcou um momento crucial na história da segurança carioca.

Conforme dados oficiais da Secretaria de Segurança Pública, 18 pessoas morreram apenas no primeiro dia da operação. Estes números, no entanto, referem-se especificamente ao dia 25 de novembro e não incluem vítimas dos dias anteriores.

Já as contagens não-oficiais, compiladas por veículos de imprensa que acompanharam toda a operação, indicam que o total de mortos pode ter chegado a 39 pessoas ao longo dos cinco dias de confrontos, entre 21 e 28 de novembro de 2010.

Entre as vítimas fatais, relatos da época confirmaram a morte de pelo menos dois civis inocentes por balas perdidas durante os confrontos:

  • Uma adolescente baleada dentro de sua residência
  • Uma dona de casa atingida por disparos

A operação na Penha serviu como etapa inicial para a posterior ocupação do Complexo do Alemão, que ocorreria em 28 de novembro com a mobilização de 2.800 homens das forças de segurança e se tornaria um marco na política de segurança do Rio. Na época, o Governo Federal era comandado pelo presidente Lula, e o Estado governado por Sérgio Cabral Filho.

O contraste atual

No dia 28 de outubro de 2025, números oficiais contabilizam um total de 64 mortos - 60 civis e quatro policiais durante a "Operação Contenção" contra o tráfico de drogas. Entretanto, esse número pode aumentar expressivamente:

  • Seis corpos foram levados por moradores da região ao Hospital Getúlio Vargas na madrugada do dia 29, aumentando para 70 o número de mortos em contagem não-oficial;
  • No dia seguinte, outros 64 corpos foram levados por moradores e enfileirados na Praça São Lucas, na Penha, aumentando o número para 134 mortos nos confrontos da operação policial.
  • Relatos de moradores dão conta de mais 10 corpos ainda na mata, aumentando os números não-oficiais para 144 - número ultrapassa o pior dia de confrontos durante a guerra de dois anos na Faixa de Gaza.

    Com informações de Memória Globo, Extra, G1, UOL e Folha de S.Paulo.■

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