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Acordo de paz histórico é aceito por Israel e Hamas
Gabinete israelita aprova plano; Hamas anuncia fim da guerra; cessar-fogo permanente deve entrar em vigor em 24 horas, com a libertação de todos os reféns em até 72 horas
Oriente-Medio
Foto: https://paranaibamais.com.br/wp-content/uploads/2025/10/lider-do-hamas-khalil-al-hayaa.jpg
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■   Bernardo Cahue, 10/10/2025

Em um marco diplomático que pode pôr fim a dois anos de um conflito devastador, Israel e o Hamas aceitaram a primeira fase de um plano de paz mediado pelos Estados Unidos. O anúncio foi feito pelo presidente americano, Donald Trump, na quarta-feira (8), e ratificado pelo gabinete de segurança israeliano na quinta-feira (9).

O acordo, celebrado com cautela tanto em Gaza quanto em Israel, estabelece um caminho para um cessar-fogo permanente e a libertação de todos os reféns ainda mantidos na Faixa de Gaza.

Segundo o plano, as hostilidades devem cessar em até 24 horas após a aprovação formal israelense, que já ocorreu. Nas 72 horas seguintes, o Hamas se comprometeu a libertar todos os reféns sob sua custódia.

Os Principais Pontos do Acordo

O acordo, que representa a primeira fase de um plano de 20 pontos apresentado por Trump, contém os seguintes termos centes, aceitos por ambas as partes:

  • Libertação de Reféns e Prisioneiros: O Hamas libertará os 48 reféns que ainda mantém em Gaza. Israel, por sua vez, libertará cerca de 2.000 prisioneiros palestinos, incluindo 250 condenados à prisão perpétua. Estima-se que 20 dos reféns estejam vivos.
  • Retirada de Tropas: As Forças de Defesa de Israel (FDI) iniciarão uma retirada para "linhas acordadas" dentro da Faixa de Gaza. Relatórios indicam que a área de ocupação será reduzida de 75% para cerca de 57% em um primeiro momento.
  • Ajuda Humanitária: Será garantido o fluxo imediato e desimpedido de ajuda humanitária para a população de Gaza, com a previsão de entrada de centenas de caminhões com suprimentos essenciais.
  • Fim dos Combates: Foi declarado um cessar-fogo permanente, com o objetivo de pôr fim à guerra "de uma vez por todas".

Próximos Passos e Desafios

Embora a primeira fase do acordo seja um avanço sem precedentes, questões críticas para uma paz duradoura permanecem em aberto e serão objeto das próximas fases de negociação.

  1. Desarmamento do Hamas: O plano de Trump exige o desarmamento total do grupo, um ponto que o Hamas historicamente se recusa a aceitar e que não foi claramente resolvido nesta primeira fase.
  2. Futuro Governo de Gaza: A proposta americana prevê que Gaza seja administrada por um comitê palestino tecnocrático e apolítico, sob a supervisão de um "Conselho da Paz" internacional, antes de uma eventual transferência de poder para a Autoridade Palestina. O papel do Hamas neste futuro governo é um ponto de discórdia.
  3. Corpos de Reféns: A devolução dos corpos dos reféns falecidos pode ser um gargalo, pois o Hamas alega não saber onde todos estão localizados. Foi formada uma força-tarefa internacional com a Turquia para auxiliar na busca.

Reações Internacionais e Celebrações Cautelosas

A notícia do acordo foi recebida com alívio e esperança nas comunidades afetadas. Em Tel Aviv, familiares dos reféns choraram de alegria na Praça dos Reféns. Em Khan Younis, Gaza, as celebrações foram moderadas, refletindo a dor de duas anos de guerra e a destruição massiva.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, saudou o avanço, pedindo que todas as partes cumpram integralmente os termos do acordo e declarou que a organização está pronta para ampliar a ajuda humanitária. Líderes mundiais, como o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, classificaram o momento como um "profundo alívio".

Com informações de AP News, G1, Euro Weekly News, O Globo, BBC, Global Diaspora News e CNN Brasil. ■

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