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Vítimas e sobreviventes do caso Jeffrey Epstein relataram ter recebido ameaças de morte, em um clima de crescente tensão enquanto o governo dos EUA se prepara para divulgar milhares de páginas de documentos relacionados ao escândalo de tráfico sexual. A publicação, que deve ocorrer nas próximas semanas, é aguardada com expectativa e temor, prometendo revelar novos detalhes sobre a rede de associados do criminoso sexual.
O anúncio da divulgação em massa segue a aprovação no Congresso americano e a posterior assinatura pelo presidente Donald Trump do "Epstein Files Transparency Act" (Lei de Transparência dos Arquivos Epstein). O projeto, que recebeu apoio esmagador de ambos os partidos, foi aprovado na Câmara dos Representantes por 427 votos a 1 e no Senado por consentimento unânime, sendo sancionado pelo presidente em 19 de novembro de 2025.
A lei ordena que o Departamento de Justiça torne públicos os arquivos não classificados da investigação federal sobre Epstein no prazo de 30 dias. Esses documentos incluem:
Enquanto o mundo espera pelos detalhes escabrosos que os arquivos podem conter, as vítimas na vida real por trás deste caso continuam a pagar um preço alto. Sobreviventes que estiveram no Congresso americano para pressionar pela aprovação da lei relataram o custo emocional de sua luta.
"Temos que sobreviver ao nosso trauma e depois lidar com a política que vem junto com isso. Estamos exaustas", desabafou uma das sobreviventes durante protesto em frente ao Capitólio. Outra, Jena-Lisa Jones, que se identificou como eleitora de Trump, fez um apelo direto: "Eu imploro a você, Trump, para não transformar isso em uma questão política".
A situação se tornou ainda mais grave com relatos de ameaças de morte contra as vítimas, que temem que os riscos aumentem à medida que a data de publicação dos documentos se aproxima, reacendendo os interesses de pessoas poderosas que podem ser expostas.
Apesar da ampla divulgação determinada pela lei, nem tudo será tornado público. A legislação permite que o Departamento de Justiça retenha ou edite informações sob condições específicas para:
Além disso, autoridades já alertaram que a ideia de uma "lista de clientes" de Epstein é, em grande parte, um mito. Um memorando do Departamento de Justiça de julho de 2025 afirmou que "não descobrimos evidências credíveis de que Epstein chantageou figuras proeminentes" e que a chamada "lista" era, na verdade, uma agenda de contatos que incluía desde celebridades até jardineiros e cabeleireiros.
Jeffrey Epstein foi preso em 2019 sob acusações federais de tráfico sexual de menores, mas morreu em uma cela de prisão de Manhattan em agosto do mesmo ano, em uma morte oficialmente classificada como suicídio, mas cercada de controvérsias e teorias de conspiração . Sua sócia próxima, Ghislaine Maxwell, foi considerada culpada por seu papel no esquema e sentenciada a 20 anos de prisão em 2022.
Estima-se que o caso tenha mais de 1000 vítimas , e os arquivos a serem divulgados representam mais de 300 gigabytes de dados recuperados de discos rígidos e documentos físicos, incluindo milhares de imagens e vídeos exploratórios.
Enquanto isso, as vítimas aguardam os próximos capítulos desta história, esperando por justiça, mas temendo as consequências de uma verdade que, para elas, é mais do que apenas manchetes.
Com informações de BBC, Wikipedia, Deutsche Welle, New York Times, World Journal, Wenxuecity, United Daily News ■