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Em uma manobra estratégica que reconfigura o comércio global de café, a China autorizou 183 empresas brasileiras a exportar café torrado e moÃdo para seu território. A decisão ocorre semanas após os Estados Unidos imporem tarifas de 50% sobre o café brasileiro, marcando uma diversificação geopolÃtica do maior produtor mundial de café.
O Ministério da Agricultura brasileiro confirmou que a abertura foi resultado de seis anos de negociações técnicas com autoridades sanitárias chinesas. Com a medida, o Brasil passa a contar com 452 estabelecimentos habilitados para exportar à China, incluindo 32 novos armazéns e 151 renovações recentes.
Esta expansão ocorre em um momento crÃtico: desde 1º de agosto de 2025, o café solúvel brasileiro enfrenta tarifas de 25,54% nos EUA, enquanto o café verde sofre sobretaxa de 50% – decisão que a National Coffee Association norte-americana pressiona para rever.
O posicionamento brasileiro reflete uma dupla estratégia:
Embora o consumo chinês de café tenha saltado de 300 mil para 5,8 milhões de sacas anuais desde 2009, o paÃs ocupa apenas a 14ª posição entre os compradores do café brasileiro. Em 2024, as exportações para a China caÃram para 988 mil sacas – queda atribuÃda à desaceleração do mercado.
Especialistas destacam os desafios:
Paralelamente, o Brasil intensifica sua atuação no BRICS, bloco que em sua XVII Cúpula no Rio de Janeiro emitiu declarações crÃticas ao sistema financeiro internacional. Os ministros de finanças do grupo comprometeram-se a:
Para Guilherme Morya, diretor do Cecafé, "a China é um mercado gigantesco e que vem crescendo em consumo per capita", enquanto Marcos Matos, também do Cecafé, ressalta: "Assim como o Brasil é insubstituÃvel para os EUA, os EUA são insubstituÃveis para o Brasil".
Com informações de: Canal Rural, IBRACHINA, G1, Portal Gov.br MRE, Portal Gov.br Fazenda
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