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O vereador Rony Gabriel (PL), de Erechim (RS), confirmou que vai depor na Polícia Federal (PF) no dia 12 de fevereiro. Ele será ouvido às 14h na Superintendência da PF no Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, na condição de testemunha no inquérito que apura a suposta contratação de influenciadores para atacar o Banco Central (BC). O parlamentar, que tem 1,7 milhão de seguidores no Instagram e é pré-candidato a deputado federal, foi quem revelou à imprensa a existência do plano.
O depoimento foi marcado pelo delegado da PF Ramon Santos Morais, da Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores. Rony Gabriel afirmou que irá à PF acompanhado de advogado e que repetirá as mesmas declarações que já deu publicamente .
O inquérito tem como objetivo investigar uma suposta ação orquestrada e paga para promover ataques coordenados ao BC nas redes sociais. Esses ataques teriam como pano de fundo a liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada pelo BC em novembro de 2025, após operação da PF que mirou o banqueiro Daniel Vorcaro e outros diretores por suspeita de fraudes financeiras .
A abertura formal deste inquérito específico sobre os influenciadores foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, que é relator do caso do Banco Master. A PF analisou postagens preliminares e identificou indícios de possível crime antes de pedir a autorização ao STF .
De acordo com os relatos de Rony Gabriel e da também influenciadora Juliana Moreira Leite (com 1,4 milhão de seguidores), eles foram procurados no final de dezembro de 2025 por supostos representantes de agências de marketing digital . A proposta, denominada internamente de "Projeto DV" – iniciais que o vereador associa a Daniel Vorcaro –, tinha os seguintes pontos principais :
O vereador disse que recusou a proposta e que registrou todas as conversas e o contrato em ata notarial em cartório para comprovar suas declarações . A PF já identificou uma linha do tempo de postagens contra o BC entre 9 de dezembro e 6 de janeiro e mais de 40 perfis que podem ter sido envolvidos na campanha .
As empresas citadas nas denúncias se manifestaram. A UNLTD Brasil afirmou "não ter contrato com o Banco Master". Já a Portal Group BR disse que foi contratada por outra agência apenas para indicar influenciadores e que nenhum deles tem vínculo com o assunto . A defesa de Daniel Vorcaro também negou qualquer relação com a contratação de influenciadores ou campanhas de difamação .
Enquanto isso, as investigações sobre as fraudes financeiras do Banco Master, que podem representar um rombo entre R$ 2,4 bilhões e R$ 4 bilhões, continuam em andamento no STF .
Com informações de: g1, CNN Brasil, Agência Brasil, UOL ■