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O tão aguardado evento de lançamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi marcado por uma plateia extremamente reduzida. De acordo com informações amplamente repercutidas nas redes sociais, o evento contou com a presença de menos de 50 pessoas, um público bastante aquém do esperado para uma produção que se auto intitula “hollywoodiana”. Relatos compartilhados nas plataformas de interação descrevem o ambiente do evento como esvaziado, contrastando com a grandiosidade prometida pela produção, que envolve cifras milionárias e nomes como Jim Caviezel e Mel Gibson.
O contraste entre a estrutura financeira robusta e a baixa adesão popular não passou despercebido pelos internautas. Enquanto a produção acumula polêmicas que vão desde denúncias de más condições de trabalho até notificações judiciais da cantora Beyoncé pelo uso indevido de sua música "Survivor", o interesse do público brasileiro pelo lançamento parece não ter correspondido às expectativas da equipe. As publicações nas redes sociais apontam que, além do público reduzido, o filme tem sido alvo de uma enxurrada de críticas que classificam o resultado final como "grotesco" e "paródia", com alguns chegando a comparar a qualidade técnica às produções do grupo de humor Hermes e Renato.
Roteiro Vazado e Cenas Messiânicas Reforçam Tom de "Paródia"
Para além do evento de lançamento, o projeto tem enfrentado uma crise de imagem ainda mais grave. Na última sexta-feira (15), trechos do roteiro de "Dark Horse" vazaram na internet, provocando forte repercussão e viralizando nas redes sociais. As cenas reveladas escancaram a tentativa do roteiro de colar uma imagem messiânica e quase sacra ao ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Entre as cenas mais criticadas estão:
Polêmicas Judiciais, Financeiras e Baixa Credibilidade
Diante das evidências do baixo público e do roteiro vazado, analistas apontam que "Dark Horse" enfrenta uma série de obstáculos intransponíveis para se consolidar como um produto cultural sério. A produção, que recebeu investimentos milionários da Prefeitura de São Paulo e movimentou cifras bilionárias em contratos investigados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), viu sua credibilidade ser questionada em diversas frentes. Apenas nos últimos dias, emergiram no noticiário:
Com o lançamento comercial previsto para 11 de setembro de 2026, a pouco mais de 23 dias do primeiro turno das eleições, o filme entra no calendário eleitoral em um momento de fragilidade. A tentativa de usar a obra como plataforma política parece ter esbarrado na rejeição popular, evidenciada pelo público tímido no evento de lançamento e pelo escárnio generalizado que toma conta das discussões on-line. Resta saber se a estratégia da produção de surfar na polarização conseguirá reverter a percepção de que "Dark Horse" é, como definem críticos, mais um "meme elevado à sétima arte" do que um filme biográfico digno de atenção.
Com informações de Brasil 247, Diário do Centro do Mundo, Revista Fórum, Meio News, O Globo, Intercept Brasil, UOL, Veja, RT Brasil, BBC Brasil, G1, Seu Dinheiro, Folha de S.Paulo, Revista Fórum, Brasil de Fato, CartaCapital, The Intercept, SBT News, Coaf ■