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Psiquiatras alertam sobre quadro de demência de Donald Trump
Cresce pressão política e legal em torno da saúde mental do presidente dos Estados Unidos e os esforços para acionar a 25ª Emenda da Constituição americana
America do Norte
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■   Bernardo Cahue, 28/04/2026
Nos últimos meses, o que antes eram murmúrios esparsos e especulações de bastidores transformou-se em um coro crescente e publicamente audível que ecoa desde os corredores do Capitólio até os principais jornais da Europa e do Oriente Médio, passando pela imprensa brasileira: a capacidade mental e a estabilidade psicológica do presidente dos Estados Unidos, Donald John Trump (79 anos), estariam em acentuado declínio, colocando em xeque sua aptidão para comandar a nação mais poderosa do mundo em meio a uma guerra e tensões geopolíticas críticas.

O Gatilho para o Alerta Global

O debate transbordou dos consultórios médicos para as manchetes globais após um episódio particularmente chocante na manhã de Páscoa de 5 de abril de 2026. Em uma série de publicagens na plataforma Truth Social, o presidente proferiu ameaças explícitas e repletas de obscenidades contra o Irã, declarando que uma "civilização inteira morreria" em uma noite e que Teerã viveria no inferno se não recuasse. A postagem, que encerrou com a frase surreal "Louvado seja Alá", foi descrita por analistas como um "pedido de socorro" em forma de declaração de guerra, e serviu de estopim para que profissionais de saúde mental quebrassem o protocolo de não diagnosticar à distância e levantassem a voz.

Psiquiatras e Psicólogos Falam em Demência

Longe do debate político raso, especialistas de renome internacional passaram a detalhar publicamente os sinais que observam no comportamento do presidente. As avaliações de base clínica realizadas por esses profissionais indicam a presença de um quadro que extrapola os limites do - já grave - narcisismo maligno tradicionalmente atribuído a Trump, sugerindo a possibilidade de degeneração neurológica associada a transtornos como demência frontotemporal (DFT) ou alterações cognitivas compatíveis com o mal de Alzheimer nos estágios iniciais.

  • John Gartner, PhD – Professor aposentado da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins e psicólogo clínico: Dr. Gartner tem sido uma das vozes mais enfáticas. Em entrevista, ele afirmou que Trump "preenche todos os critérios" para demência, exibindo deterioração em quatro áreas principais monitoradas por especialistas. "Estamos vendo a deterioração do seu pensamento, da linguagem verbal, do corpo e do comportamento", detalhou. Além do declínio cognitivo, ele destacou a presença de componentes de narcisismo maligno: grandiosidade, paranoia, psicopatia e sadismo, uma combinação rara e letal quando associada ao poder.
  • Vin Gupta, MD – Médico e analista sênior da rede MS Now: Dr. Gupta escreveu em sua conta oficial na rede social X que o presidente está "errático, não consegue terminar frases, frequentemente confuso". "O presidente está exibindo todos os sinais de demência", completou o médico.
  • Ty Cobb – Ex-advogado da Casa Branca no primeiro mandato de Trump: Cobb, que trabalhou ao lado do presidente, chamou a atenção para o que chamou de "declínio significativo" e sintoma clássico da doença. "O presidente apresenta um sintoma clássico de demência, com grande deterioração. Ele está claramente delirante e insano", declarou, em uma das críticas mais duras já feitas por um ex-funcionário direto.
  • Bandy Lee, MD – Psiquiatra forense: Conhecida por seus estudos sobre a psicologia de Trump, a Dra. Lee descreveu o momento atual como uma "profunda crise psicológica. Ele precisa de adulação e elogios públicos como alguém precisa de oxigênio", afirmou em análise publicada no final de abril.

Artigo 25: O Mecanismo Constitucional para a Destituição por Incapacidade

Diante do agravamento do quadro e das crescentes evidências apresentadas por especialistas, a Seção 4 da 25ª Emenda à Constituição dos Estados Unidos tornou-se o centro do debate político. Ratificada em 1967 após o assassinato de John F. Kennedy, a emenda estabelece um procedimento claramente definido para situações em que o presidente esteja incapacitado, física ou mentalmente, de exercer os poderes e deveres do cargo.

Raskin lidera ofensiva no Congresso – Em 14 de abril de 2026, uma coalizão hist\u00f3rica de 50 deputados democratas, liderada pelo Deputado Jamie Raskin (D-MD), protocolou um projeto de lei para criar uma comissão bipartidária de avaliação da capacidade presidencial nos termos da 25ª Emenda. O projeto, minucioso e com mais de 10 páginas de extensão, descreve a composição da comissão, que incluiria ex-vice-presidentes, secretários de Estado, da Defesa e do Tesouro representantes de ambos os partidos, com a atribuição de realizar um "exame médico completo para determinar se o presidente está incapacitado".

As Vozes que Rompem o Silêncio

Talvez o elemento mais surpreendente e revelador na atual conjuntura seja o fato de que as vozes que pedem a aplicação da 25ª Emenda não se limitam mais aos democratas da oposição. Ex-aliados ferrenhos, figuras influentes da direita americana e a intelectualidade conservadora estão publicamente pedindo a remoção de Trump, manifestando preocupações que já não podem mais ser ignoradas pelos cidadãos americanos.

Analistas independentes apontam um fator agravante crucial: a guerra contra o Irã, deflagrada em 28 de fevereiro de 2026, tornou-se um campo de testes perigoso para as ações e decisões do comandante-em-chefe em estado debilitado. O temor de que os lapsos de memória e julgamento se traduzam em escolhas militares desastrosas tem mobilizado setores silenciosos do establishment de Washington.

Pesquisas de Opinião e o Clima Político

O clima político em Washington é de crescente tensão e paralisia diante do dilema institucional entre a crescente massa de evidências clínicas e a dura realidade política apresentada pelo sistema constitucional americano. Segundo a mais recente pesquisa Reuters/Ipsos, divulgada em 21 de abril:

  • 85% dos democratas, 54% dos independentes e 14% dos republicanos concordam que a capacidade mental do presidente havia "piorado" nos últimos 12 meses.
  • 61% dos americanos (incluindo 30% dos republicanos) acreditam que Trump se tornou "errático com a idade".
  • Apenas 36% dos americanos aprovam o desempenho geral de Trump, e somente 26% o consideram uma pessoa "equilibrada".

Repercussão Internacional e na Mídia Brasileira

A crise de confiança na liderança americana ressoou globalmente, encontrando grande eco na imprensa europeia e brasileira:

  • Revista L'Express (França) estampou a pergunta "Trump é louco?" em sua capa, dedicando uma série de reportagens investigativas ao tema. O neuropsiquiatra Boris Cyrulnik classificou o presidente como psicopata para quem o dinheiro é o único valor.
  • Folha de S.Paulo publicou uma análise de Peter Baker, do The New York Times, detalhando o comportamento errático do presidente e a pressão por uma avaliação médica.
  • Brasil de Fato destacou as ameaças de guerra e a crescente pressão de democratas e ex-aliados de Trump.

Os Caminhos Possíveis para a Destituição

Embora os alertas sejam cada vez mais altos e urgentes, a comunidade de analistas políticos internacionais, de Oriente Médio à Europa e ao Brasil, é unânime em apontar para o descompasso entre a urgência médica e a lentid\u00e3o proposital dos mecanismos constitucionais, projetados para serem de difícil acionamento. Para que a 25ª Emenda seja acionada, um processo de várias etapas precisa ser seguido:

  • O Vice-Presidente JD Vance e a maioria do gabinete devem enviar uma declaração por escrito ao Congresso atestando a incapacidade do presidente;
  • O Vice-Presidente assumiria de imediato os poderes presidenciais;
  • Se Trump contestar a decisão (o que é quase certo), a remoção exigiria maioria de dois terços em ambas as casas do Congresso;
  • A Seção 4 da 25ª Emenda nunca foi invocada na história dos Estados Unidos, e o gabinete atual é composto por "leais incondicionais" ao presidente.

O Dilema Final

O relógio dos EUA agora corre contra o tempo da meta. Os especialistas ouvidos são unânimes: ou o sistema de freios e contrapesos encontra uma maneira de agir antes que seja tarde demais, ou o mundo assistirá em tempo real a um capítulo jamais visto na história das democracias. O fato de que o país assiste à possível desintegração da capacidade de julgamento de seu líder, sem que haja consenso sobre como reagir, tornou-se um divisor de águas em meio à história americana.

Com informações de Notícias UOL, Folha de S.Paulo, CNN Brasil, BBC Brasil, El País, The Boston Globe, PBS NewsHour, France 24, The Daily Beast, The Mirror, The New Arab, Al Jazeera, Reuters/Ipsos, L'Express (França) e Deutschlandfunk ■

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