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Os Estados Unidos estão realizando um novo movimento de tropas significativo em direção ao Oriente Médio, conforme a guerra envolvendo o país, Israel e o Irã se aproxima de um mês de duração. Após o envio de um primeiro contingente vindo do Japão, a imprensa internacional confirmou o deslocamento de um segundo grupo de assalto anfíbio, composto por milhares de fuzileiros navais e navios de guerra.
De acordo com reportagens de veículos como The Wall Street Journal, Reuters e Stars and Stripes, o Pentágono ordenou o envio do USS Boxer (LHD-4), um navio de assalto anfíbio da classe Wasp, acompanhado pelos navios USS Portland (LPD-27) e USS Comstock (LSD-45). Embarcados estão aproximadamente 2.200 a 2.500 fuzileiros da 11ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais (11th MEU), baseada em Camp Pendleton, na Califórnia.
A partida deste grupo ocorreu de forma acelerada, cerca de três semanas antes do cronograma previsto, e visa aumentar as opções militares na região do Comando Central dos EUA (CENTCOM), especialmente em meio às tensões no Estreito de Ormuz, por onde escoa parte significativa do petróleo mundial.
Este movimento acontece apenas uma semana após o envio de um primeiro grupo de assalto, liderado pelo USS Tripoli (LHA-7), que partiu da base de Sasebo, no Japão, transportando cerca de 2.500 fuzileiros da 31ª Unidade Expedicionária (31st MEU), sediada em Okinawa.
Analistas de defesa ouvidos pelo Stars and Stripes alertaram que a retirada da 31ª MEU, a única unidade expedicionária permanentemente destacada no Pacífico, pode criar uma lacuna de poder na região do Indo-Pacífico, aumentando a carga de defesa sobre aliados asiáticos dos EUA, como Japão e Coreia do Sul, em um momento de crescente assertividade da China e da Coreia do Norte.
Os pontos centrais do novo destacamento incluem:
O presidente Donald Trump, ao ser questionado sobre o envio de tropas, afirmou que não está colocando soldados "em lugar nenhum", mas fontes ouvidas pela Reuters confirmaram o deslocamento para construir capacidade para futuras operações na região, sem que haja, por enquanto, uma decisão final para uma invasão terrestre ao Irã.
Com informações de Kyodo News, The Wall Street Journal, Stars and Stripes, Reuters, USNI News, Fox News ■